Expiação - Sua Fonte
“Ao abordarmos este mistério sacro e solene, devemos fazê-lo com respeito e reverência, lembrando-nos tratar-se mais de um assunto de fé e adoração do que de racionalidade e argumentação; um santuário acessível de fato ao manso e ao aflito, ao ansioso e ao contrito, mas do qual deve sempre aproximar-se com solenidade e santo temor” (A. Saphir). Está escrito, “Guiará os mansos em justiça e aos mansos ensinará o seu caminho.” (Salmo 25:9). Os “mansos” são aqueles que não confiam na carne, que não se apóiam no seu próprio entendimento, aqueles cuja dependência está em Deus e nEle somente.
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A fonte da Expiação ou Satisfação de Cristo é Deus . Isto por necessidade, pois somente Deus pode produzir aquilo que O satisfaça. Homens não prover aquilo que satisfará as exigências da santidade e da justiça de Deus contra os seus pecados, não mais do que podem eles criar um universo: “Nenhum deles de modo algum pode remir a seu irmão, ou dar a Deus o resgate dele.” (Salmo 49:7). Uma lei perfeita somente pode ser mantida por uma criatura perfeita. Alguém que tenha sido tornado impotente pelo pecado é “fraco” (cf. Romanos 5:6) para fazer qualquer coisa que seja boa; portanto a libertação deve vir de fora dele: “Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o Seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne; Para que a justiça da lei se cumprisse em nós...” (Romanos 8:3,4).
A fonte da Expiação ou Satisfação de Cristo é Deus . Isto por necessidade, pois somente Deus pode produzir aquilo que O satisfaça. Homens não prover aquilo que satisfará as exigências da santidade e da justiça de Deus contra os seus pecados, não mais do que podem eles criar um universo: “Nenhum deles de modo algum pode remir a seu irmão, ou dar a Deus o resgate dele.” (Salmo 49:7). Uma lei perfeita somente pode ser mantida por uma criatura perfeita. Alguém que tenha sido tornado impotente pelo pecado é “fraco” (cf. Romanos 5:6) para fazer qualquer coisa que seja boa; portanto a libertação deve vir de fora dele: “Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o Seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne; Para que a justiça da lei se cumprisse em nós...” (Romanos 8:3,4).
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“No princípio, Deus...” (Gênesis 1:1). Tais palavras no início das Santas Escrituras são dignas do seu Divino Autor. Deus é ambos, o Alfa e o Ômega. Ele é o Princípio e o Fim de todas as coisas, pois “Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas...” (Romanos 11:36). Nada pode existir em separado de Deus. Na criação, na providência, e na redenção, Deus é o Princípio. Não fora por Deus, nenhuma criatura existiria. Não fora por Deus, criatura nenhuma perduraria por um momento, pois “...nEle vivemos, e nos movemos, e existimos...” (Atos 17:28). Não fora pela permissão de Deus, o pecado não poderia ter entrado no mundo; e não fora por Sua vontade em determinar, Sua graça em prover, seu Poder em assegurar, Seu Espírito em aplicar, não teria havido satisfação alguma feita pelas responsabilidades falhas do Seu povo.
“No princípio, Deus...” (Gênesis 1:1). Tais palavras no início das Santas Escrituras são dignas do seu Divino Autor. Deus é ambos, o Alfa e o Ômega. Ele é o Princípio e o Fim de todas as coisas, pois “Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas...” (Romanos 11:36). Nada pode existir em separado de Deus. Na criação, na providência, e na redenção, Deus é o Princípio. Não fora por Deus, nenhuma criatura existiria. Não fora por Deus, criatura nenhuma perduraria por um momento, pois “...nEle vivemos, e nos movemos, e existimos...” (Atos 17:28). Não fora pela permissão de Deus, o pecado não poderia ter entrado no mundo; e não fora por Sua vontade em determinar, Sua graça em prover, seu Poder em assegurar, Seu Espírito em aplicar, não teria havido satisfação alguma feita pelas responsabilidades falhas do Seu povo.
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Sim, Deus e somente Ele é a fonte da grande e gloriosa Expiação. Sua vontade foi o fator determinante, Seu amor a mola mestra, Sua justiça o incentivo, Sua glória manifesta, o fim. Em humilde tentativa para ampliar os vários membros da sentença precedente, nós ardentemente clamamos em uma voz com um dos antigos, que “O que não vejo, ensina-me Tu...” (Jó 34:32). Que possa satisfazer o Deus de toda graça, preparar os corações de ambos, escritor e leitor, para contemplar as glórias celestiais do caráter Divino.
Sim, Deus e somente Ele é a fonte da grande e gloriosa Expiação. Sua vontade foi o fator determinante, Seu amor a mola mestra, Sua justiça o incentivo, Sua glória manifesta, o fim. Em humilde tentativa para ampliar os vários membros da sentença precedente, nós ardentemente clamamos em uma voz com um dos antigos, que “O que não vejo, ensina-me Tu...” (Jó 34:32). Que possa satisfazer o Deus de toda graça, preparar os corações de ambos, escritor e leitor, para contemplar as glórias celestiais do caráter Divino.
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1. A VONTADE DE DEUS
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Necessário se faz que este seja o ponto de partida ao considerarmos a fonte fundamental de todas as coisas, pois Deus “...faz todas as coisas, segundo o conselho da Sua vontade.” (Efésios 1:11). Em lugar nenhum é dito que Ele faz todas as coisas de acordo com as exigências da Sua santidade”, embora Deus não faz e não pode fazer nada que não seja santo. Não existe conflito algum entre a vontade Divina e a natureza Divina, todavia é preciso insistir que Deus é uma lei em Si mesmo. Deus faz o que Ele faz, não simplesmente porque justiça requeira que Ele assim aja, mas o que Deus faz é justo simplesmente porque Ele assim o faz. Todas as obras Divinas resultam simplesmente da soberania.
Necessário se faz que este seja o ponto de partida ao considerarmos a fonte fundamental de todas as coisas, pois Deus “...faz todas as coisas, segundo o conselho da Sua vontade.” (Efésios 1:11). Em lugar nenhum é dito que Ele faz todas as coisas de acordo com as exigências da Sua santidade”, embora Deus não faz e não pode fazer nada que não seja santo. Não existe conflito algum entre a vontade Divina e a natureza Divina, todavia é preciso insistir que Deus é uma lei em Si mesmo. Deus faz o que Ele faz, não simplesmente porque justiça requeira que Ele assim aja, mas o que Deus faz é justo simplesmente porque Ele assim o faz. Todas as obras Divinas resultam simplesmente da soberania.
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“A criação não poderia ser nada a não ser um ato de soberania. Negar a soberania aqui, seria negar a soberania totalmente; pois, se o universo criado veio a existir, e é o que é, como uma conseqüência necessária de uma ‘Primeira Causa', aquela primeira causa não poderia ser uma pessoa, não poderia ser dotada de liberdade de vontade, não poderia ser Deus. Além disso, se a existência dessa primeira causa necessitasse da existência do universo, assim deve ter sido desde a eternidade. Não poderia ter havido nenhum princípio do universo criado.
“A criação não poderia ser nada a não ser um ato de soberania. Negar a soberania aqui, seria negar a soberania totalmente; pois, se o universo criado veio a existir, e é o que é, como uma conseqüência necessária de uma ‘Primeira Causa', aquela primeira causa não poderia ser uma pessoa, não poderia ser dotada de liberdade de vontade, não poderia ser Deus. Além disso, se a existência dessa primeira causa necessitasse da existência do universo, assim deve ter sido desde a eternidade. Não poderia ter havido nenhum princípio do universo criado.
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“Redenção, tanto quanto criação, também deve ser puramente uma determinação soberana da vontade Divina. Esta é exigida pelas necessidades do caso, tanto quanto claramente declarada na Escritura. Nenhuma doutrina de Redenção que de qualquer forma venha a projetar sombra sobre a alta e divina montanha da Soberania Divina, pode ser tolerada sequer por um momento. Todas teologias que de alguma forma ensinam ou sugerem que houve qualquer obrigação sobre Deus, para que Ele fizesse isso ou aquilo pelos caídos, rebeldes sujeitos à lei, não são Bíblicas, são irracionais, se não blasfemas. A soberania Divina deve ser reconhecida como determinada a salvar quaisquer caídos, em determinar quem deveria ser salvo, em “escolher”, “erguer”, e “propiciar” o Salvador, e na entrega e submissão do Salvador; mas esta Redenção Soberana uma vez determinada, foi operada sob a lei, e em exata concordância com a lei.” (Dr. J. Armour, na obra “Atonement and Law” (“Expiação e Lei” — N.T.), 1917).
“Redenção, tanto quanto criação, também deve ser puramente uma determinação soberana da vontade Divina. Esta é exigida pelas necessidades do caso, tanto quanto claramente declarada na Escritura. Nenhuma doutrina de Redenção que de qualquer forma venha a projetar sombra sobre a alta e divina montanha da Soberania Divina, pode ser tolerada sequer por um momento. Todas teologias que de alguma forma ensinam ou sugerem que houve qualquer obrigação sobre Deus, para que Ele fizesse isso ou aquilo pelos caídos, rebeldes sujeitos à lei, não são Bíblicas, são irracionais, se não blasfemas. A soberania Divina deve ser reconhecida como determinada a salvar quaisquer caídos, em determinar quem deveria ser salvo, em “escolher”, “erguer”, e “propiciar” o Salvador, e na entrega e submissão do Salvador; mas esta Redenção Soberana uma vez determinada, foi operada sob a lei, e em exata concordância com a lei.” (Dr. J. Armour, na obra “Atonement and Law” (“Expiação e Lei” — N.T.), 1917).
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O que segue, pode ser considerado como tendo gosto de metafísica, todavia nós sentimos que deva ser trazido à baila considerando os difamadores modernos de Deus. Mesmo alguns que são reputados como bem ortodoxos têm traçado grande distinção, quase um abismo, entre a natureza de Deus e a vontade de Deus, falhando em perceber que a vontade de Deus é uma parte essencial da Sua natureza . Alguns têm descido tão baixo quanto a afirmar existir na própria natureza das coisas um padrão de direito que existe independentemente e em separado de Deus, de acordo com o qual Ele Próprio age, deve agir. Tal concepção não somente é degradante, mas blasfema. Outros que não têm adotado esta fábula, têm, não obstante, sido injuriosamente afetados por ela, e supõem que a natureza de Deus, como bem distinta da Sua vontade, é o que determina Sua ações.
O que segue, pode ser considerado como tendo gosto de metafísica, todavia nós sentimos que deva ser trazido à baila considerando os difamadores modernos de Deus. Mesmo alguns que são reputados como bem ortodoxos têm traçado grande distinção, quase um abismo, entre a natureza de Deus e a vontade de Deus, falhando em perceber que a vontade de Deus é uma parte essencial da Sua natureza . Alguns têm descido tão baixo quanto a afirmar existir na própria natureza das coisas um padrão de direito que existe independentemente e em separado de Deus, de acordo com o qual Ele Próprio age, deve agir. Tal concepção não somente é degradante, mas blasfema. Outros que não têm adotado esta fábula, têm, não obstante, sido injuriosamente afetados por ela, e supõem que a natureza de Deus, como bem distinta da Sua vontade, é o que determina Sua ações.
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Não há nada determinado pela natureza de Deus que não seja determinado pela vontade de Deus. “Quando afirmamos que Deus é santo, não queremos dizer que Ele faz justo o que é justo, por simplesmente ser a Sua vontade, mas que Ele assim o quer porque é justo. Deve haver, portanto, algum padrão absoluto de justiça” — é como um assim chamado professor de Bíblia expressou-se recentemente. Mesmo que seja dito que o “padrão absoluto de justiça” é a natureza Divina, se por isso se referir-se à natureza de Deus como separado da Sua vontade determinadora, a expressão é, para dizer o mínimo, faltosa e enganadora. A vontade de Deus é uma parte essencial da Sua natureza, e portanto a Sua vontade é “o padrão absoluto de justiça”. A vontade de Deus não é algo relacionado, dependente e determinado; mas é soberana, imperial, reinante.
Não há nada determinado pela natureza de Deus que não seja determinado pela vontade de Deus. “Quando afirmamos que Deus é santo, não queremos dizer que Ele faz justo o que é justo, por simplesmente ser a Sua vontade, mas que Ele assim o quer porque é justo. Deve haver, portanto, algum padrão absoluto de justiça” — é como um assim chamado professor de Bíblia expressou-se recentemente. Mesmo que seja dito que o “padrão absoluto de justiça” é a natureza Divina, se por isso se referir-se à natureza de Deus como separado da Sua vontade determinadora, a expressão é, para dizer o mínimo, faltosa e enganadora. A vontade de Deus é uma parte essencial da Sua natureza, e portanto a Sua vontade é “o padrão absoluto de justiça”. A vontade de Deus não é algo relacionado, dependente e determinado; mas é soberana, imperial, reinante.
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O Próprio Deus é o padrão fundamental e absoluto de justiça. O homem é comandado a reconhecer um padrão de justiça fora e acima de si mesmo, e a sua vontade e conduta deve conformar-se a tal. O padrão de justiça é a vontade revelada de Deus. Mas racionalizaremos nós, disto, que Deus também reconhece um padrão de justiça ao qual a Sua vontade deve estar conformada, um padrão que faça justo o que é justo, e o que é justo sendo feito justo, Ele assim o quer porque é justo? Certamente que não. A verdade é, que nós melhor descobrimos o que a natureza de Deus requer que Ele faça, por nada que Ele, através da Sua vontade, realmente faz . Quando Deus diz, “Compadecer-me-ei de quem me compadecer, e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia.” (Romanos 9:15), Ele asseguradamente estabelece diante de nós a Sua vontade, em sua mais alta liberdade e soberania. Mas este ato supremo de graça soberana é o ato do Próprio Deus, e ato ao qual a natureza completa de Deus (Sua vontade estando incluída naquela natureza) O moveu.
O Próprio Deus é o padrão fundamental e absoluto de justiça. O homem é comandado a reconhecer um padrão de justiça fora e acima de si mesmo, e a sua vontade e conduta deve conformar-se a tal. O padrão de justiça é a vontade revelada de Deus. Mas racionalizaremos nós, disto, que Deus também reconhece um padrão de justiça ao qual a Sua vontade deve estar conformada, um padrão que faça justo o que é justo, e o que é justo sendo feito justo, Ele assim o quer porque é justo? Certamente que não. A verdade é, que nós melhor descobrimos o que a natureza de Deus requer que Ele faça, por nada que Ele, através da Sua vontade, realmente faz . Quando Deus diz, “Compadecer-me-ei de quem me compadecer, e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia.” (Romanos 9:15), Ele asseguradamente estabelece diante de nós a Sua vontade, em sua mais alta liberdade e soberania. Mas este ato supremo de graça soberana é o ato do Próprio Deus, e ato ao qual a natureza completa de Deus (Sua vontade estando incluída naquela natureza) O moveu.
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Nós falhamos em rastrear qualquer coisa que seja até a sua fonte original, a não ser que rastreemos diretamente até a vontade soberana de Deus. Isso é verdade igualmente no que tange à criação, à providência, e à redenção. Deus não Se viu obrigado a criar este mundo; Ele assim o fez simplesmente porque isso Lhe aprouve (Apocalipse 4:11). Havendo criado o mundo, quando Adão caiu, Ele poderia bem ter deixado toda a raça perecer em seus pecados, e o teria feito, exceto que a Sua soberana vontade tinha, previamente, determinado de outra forma. Justiça não que Ele interviesse em misericórdia, pois como o justo Governador do mundo, Ele poderia ter procedido de forma a sustentar a autoridade da Sua lei ao exigir a penalidade sobre todos os desobedientes, e assim ter dado aos anjos que não caíram um exemplo adicional da sua terrível vingança. Nem a Sua bondade exigiu que ele devesse resgatar qualquer um dos Seus seres criados da miséria, a qual eles trouxeram sobre si mesmos, pois Ele já a havia exibido de forma cabal, na criação. Nem tampouco o Seu amor demandou, abstratamente considerado, que um Salvador fosse providenciado; tivesse sido esse o caso, um deveria também ter sido dado aos anjos que caíram.
Nós falhamos em rastrear qualquer coisa que seja até a sua fonte original, a não ser que rastreemos diretamente até a vontade soberana de Deus. Isso é verdade igualmente no que tange à criação, à providência, e à redenção. Deus não Se viu obrigado a criar este mundo; Ele assim o fez simplesmente porque isso Lhe aprouve (Apocalipse 4:11). Havendo criado o mundo, quando Adão caiu, Ele poderia bem ter deixado toda a raça perecer em seus pecados, e o teria feito, exceto que a Sua soberana vontade tinha, previamente, determinado de outra forma. Justiça não que Ele interviesse em misericórdia, pois como o justo Governador do mundo, Ele poderia ter procedido de forma a sustentar a autoridade da Sua lei ao exigir a penalidade sobre todos os desobedientes, e assim ter dado aos anjos que não caíram um exemplo adicional da sua terrível vingança. Nem a Sua bondade exigiu que ele devesse resgatar qualquer um dos Seus seres criados da miséria, a qual eles trouxeram sobre si mesmos, pois Ele já a havia exibido de forma cabal, na criação. Nem tampouco o Seu amor demandou, abstratamente considerado, que um Salvador fosse providenciado; tivesse sido esse o caso, um deveria também ter sido dado aos anjos que caíram.
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É preciso chamar a atenção que a glória manifesta de Deus não depende da revelação de nenhum atributo em particular, mas antes da exibição de todos, em harmonia completa, e em ocasiões apropriadas. Ele é glorificado quando concede bênçãos sobre os justos, e é igualmente glorificado quando inflige Punição nos ímpios. A glória manifesta de Deus consiste na revelação do Seu caráter às Suas criaturas; todavia é puramente opcional de Sua parte; é bem voluntária, e em nada contribui para a sua felicidade, e poderia ter sido contida, tivesse Ele assim Se contentado. Todavia, como Deus sempre age consistentemente consigo mesmo; se Ele porventura a Si mesmo Se mostrar às suas criaturas, a descoberta sempre corresponderá à grandeza e à excelência da Sua natureza.
É preciso chamar a atenção que a glória manifesta de Deus não depende da revelação de nenhum atributo em particular, mas antes da exibição de todos, em harmonia completa, e em ocasiões apropriadas. Ele é glorificado quando concede bênçãos sobre os justos, e é igualmente glorificado quando inflige Punição nos ímpios. A glória manifesta de Deus consiste na revelação do Seu caráter às Suas criaturas; todavia é puramente opcional de Sua parte; é bem voluntária, e em nada contribui para a sua felicidade, e poderia ter sido contida, tivesse Ele assim Se contentado. Todavia, como Deus sempre age consistentemente consigo mesmo; se Ele porventura a Si mesmo Se mostrar às suas criaturas, a descoberta sempre corresponderá à grandeza e à excelência da Sua natureza.
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Que a morte expiadora de Cristo teve sua origem na vontade de Deus, está claramente declarado em Atos 2:23, “A este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, prendestes, crucificastes e matastes pelas mãos de injustos.” Embora consumado na plenitude do tempo, foi determinado antes do tempo, decretado e promulgado no céu pela Trindade Eterna. Portanto lemos em Apocalipse 13:8 acerca “...do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.” Cristo era “o Cordeiro que foi morto” determinadamente , no conselho e no decreto de Deus (cf Atos 2:23); prometidamente , na palavra de Deus passada a Adão após a queda (cf Gênesis 3:15); tipicamente , nos sacrifícios apontados imediatamente após a promessa da redenção (cf Gênesis 4:4); eficazmente , com relação ao mérito dos sacrifícios, aplicado por Deus aos crentes antes dos reais sofrimentos de Cristo (cf Romanos 3:25; Hebreus 9:15).
Que a morte expiadora de Cristo teve sua origem na vontade de Deus, está claramente declarado em Atos 2:23, “A este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, prendestes, crucificastes e matastes pelas mãos de injustos.” Embora consumado na plenitude do tempo, foi determinado antes do tempo, decretado e promulgado no céu pela Trindade Eterna. Portanto lemos em Apocalipse 13:8 acerca “...do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.” Cristo era “o Cordeiro que foi morto” determinadamente , no conselho e no decreto de Deus (cf Atos 2:23); prometidamente , na palavra de Deus passada a Adão após a queda (cf Gênesis 3:15); tipicamente , nos sacrifícios apontados imediatamente após a promessa da redenção (cf Gênesis 4:4); eficazmente , com relação ao mérito dos sacrifícios, aplicado por Deus aos crentes antes dos reais sofrimentos de Cristo (cf Romanos 3:25; Hebreus 9:15).
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“Ele [Deus], tornou-O [a Cristo, o Mediador] pecado por nós (cf II Coríntios 5:21): “feito” ou “constituído” através de um estatuto Divino (i.e. a Ele foi ordenado entrar em lugar da condição penal dos pecadores). Não tivesse Deus assim apontado, a morte de Cristo não teria tido nenhum valor meritório. Uma vez mais, em Hebreus 10, a eficácia do sacrifício de Cristo para com os eleitos é rastreado de volta e diretamente relacionado à vontade eterna e soberana de Deus. No versículo 7, encontramos o Próprio Cristo dizendo, quando estava prestes a encarnar e entrar neste mundo, “Eis que aqui venho, para fazer, ó Deus, a Tua vontade.”; enquanto que no versículo 10 nos é dito, “Na qual vontade temos sido santificados [consagrados a Deus] pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez.” Aquilo que nos salva, ou santifica, não é simplesmente a oferta de Cristo — pois tal em nada nos teria beneficiado, se não houvesse sido Divinamente designada — mas a “vontade” e o decreto da Trindade Eterna relacionados àquela oferta.
“Ele [Deus], tornou-O [a Cristo, o Mediador] pecado por nós (cf II Coríntios 5:21): “feito” ou “constituído” através de um estatuto Divino (i.e. a Ele foi ordenado entrar em lugar da condição penal dos pecadores). Não tivesse Deus assim apontado, a morte de Cristo não teria tido nenhum valor meritório. Uma vez mais, em Hebreus 10, a eficácia do sacrifício de Cristo para com os eleitos é rastreado de volta e diretamente relacionado à vontade eterna e soberana de Deus. No versículo 7, encontramos o Próprio Cristo dizendo, quando estava prestes a encarnar e entrar neste mundo, “Eis que aqui venho, para fazer, ó Deus, a Tua vontade.”; enquanto que no versículo 10 nos é dito, “Na qual vontade temos sido santificados [consagrados a Deus] pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez.” Aquilo que nos salva, ou santifica, não é simplesmente a oferta de Cristo — pois tal em nada nos teria beneficiado, se não houvesse sido Divinamente designada — mas a “vontade” e o decreto da Trindade Eterna relacionados àquela oferta.
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2. O AMOR DE DEUS
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O Amor era, ou melhor, é a mola-mestra de toda a bondade e a graça de Deus para com o Seu povo. Ele nutre por eles um “amor eterno” (cf Jeremias 31:3). Foi “em amor” que ele “nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para Si mesmo,...” (Efésios 1:5). Prova disso é, que desde toda a eternidade Ele, “nos fez agradáveis a Si [não “em Cristo” mas] no Amado.” (Efésios 1:6) — note, cuidadosamente, que esta declaração é dada antes que seja feita referência ao perdão dos nossos pecados, no versículo 7. Houvesse assim agradado a Deus, Ele poderia ter evitado a entrada do pecado neste mundo, Ele poderia ter restrito a descendência de Adão às pessoas dos Seus eleitos, e Ele poderia tê-los levado ao céu, sem que tivessem se contaminado pelo pecado e remidos dele, para lá gozarem felicidade eterna. Isso teria sido uma demonstração surpreendente do Seu amor para conosco. Todavia, aprouve a Deus conceder ao Seu povo ainda maiores, mais completas, mais altas, manifestações do Seu amor para e por eles.
Deus amou Seu povo ao ordená-los para a vida eterna (Atos 13:48, Romanos 9:11-13), mas Ele deu prova ainda maior ao tolerá-los caírem num estado de morte espiritual, e então enviar o Seu próprio Filho querido para redimi-los e resgatá-los de tal estado. Há trezentos atrás, o Dr Thomas Goodwin, em sua incomparável exposição de Efésios 1, chamou a atenção para que, “Tivéssemos nós sido trazidos primeiro àquela comunhão com Cristo, a qual teremos no céu após o dia do julgamento, sem ter conhecido nem o pecado ou a miséria, teria sido uma condição realmente boa e abençoada; na qual nos regozijaríamos infinitamente, e teríamos razão em assim tê-lo feito. Mas, certamente, o céu nos será muito mais doce, pelo motivo de havermos uma vez caído em pecado e miséria, e então termos um Redentor que veio e nos livrou de tudo, e então nos trouxe ao céu. Oh, quão doce isso fará o céu se tornar, para vocês!...
O Amor era, ou melhor, é a mola-mestra de toda a bondade e a graça de Deus para com o Seu povo. Ele nutre por eles um “amor eterno” (cf Jeremias 31:3). Foi “em amor” que ele “nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para Si mesmo,...” (Efésios 1:5). Prova disso é, que desde toda a eternidade Ele, “nos fez agradáveis a Si [não “em Cristo” mas] no Amado.” (Efésios 1:6) — note, cuidadosamente, que esta declaração é dada antes que seja feita referência ao perdão dos nossos pecados, no versículo 7. Houvesse assim agradado a Deus, Ele poderia ter evitado a entrada do pecado neste mundo, Ele poderia ter restrito a descendência de Adão às pessoas dos Seus eleitos, e Ele poderia tê-los levado ao céu, sem que tivessem se contaminado pelo pecado e remidos dele, para lá gozarem felicidade eterna. Isso teria sido uma demonstração surpreendente do Seu amor para conosco. Todavia, aprouve a Deus conceder ao Seu povo ainda maiores, mais completas, mais altas, manifestações do Seu amor para e por eles.
Deus amou Seu povo ao ordená-los para a vida eterna (Atos 13:48, Romanos 9:11-13), mas Ele deu prova ainda maior ao tolerá-los caírem num estado de morte espiritual, e então enviar o Seu próprio Filho querido para redimi-los e resgatá-los de tal estado. Há trezentos atrás, o Dr Thomas Goodwin, em sua incomparável exposição de Efésios 1, chamou a atenção para que, “Tivéssemos nós sido trazidos primeiro àquela comunhão com Cristo, a qual teremos no céu após o dia do julgamento, sem ter conhecido nem o pecado ou a miséria, teria sido uma condição realmente boa e abençoada; na qual nos regozijaríamos infinitamente, e teríamos razão em assim tê-lo feito. Mas, certamente, o céu nos será muito mais doce, pelo motivo de havermos uma vez caído em pecado e miséria, e então termos um Redentor que veio e nos livrou de tudo, e então nos trouxe ao céu. Oh, quão doce isso fará o céu se tornar, para vocês!...
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“Eu gostaria que vocês observassem que isso pode exemplificar maravilhosa e poderosamente o amor de Deus para conosco. As últimas palavras de Efésios 1:6 são que Deus nos aceitou a Si no [Seu] Amado, enquanto que a primeira parte do versículo 7 são: ‘Em quem temos a redenção pelo Seu sangue.' O que! Era Ele o Amado de Deus, e você, também tem a sua redenção nEle? Deus sacrifica o Seu Amado! Deus nos escolhe para sermos santos no céu Consigo mesmo (versículo 4), para lá sermos filhos com Ele (versículo 5), para sermos o louvor da Sua graça (versículo 6)! Que o propósito permaneça: que eles nunca venham a ser pecadores, que Eu os tenha aqui no céu, juntamente com o Meu Filho. Alguém poderia pensar que Deus pode ter dito isso. Não, Deus teria comandado o Seu amor ainda além. Ele os teria permitido caírem em pecado; e redimi-los. Ele teria sacrificado o Seu Amado. Ele tinha tanto amor em Seu coração, que Ele não o poderia demonstrá-lo a nós senão pelo sacrifício do Seu Amado. De que forma tão esplendorosamente é que Ele demonstrou o Seu amor.”
“Eu gostaria que vocês observassem que isso pode exemplificar maravilhosa e poderosamente o amor de Deus para conosco. As últimas palavras de Efésios 1:6 são que Deus nos aceitou a Si no [Seu] Amado, enquanto que a primeira parte do versículo 7 são: ‘Em quem temos a redenção pelo Seu sangue.' O que! Era Ele o Amado de Deus, e você, também tem a sua redenção nEle? Deus sacrifica o Seu Amado! Deus nos escolhe para sermos santos no céu Consigo mesmo (versículo 4), para lá sermos filhos com Ele (versículo 5), para sermos o louvor da Sua graça (versículo 6)! Que o propósito permaneça: que eles nunca venham a ser pecadores, que Eu os tenha aqui no céu, juntamente com o Meu Filho. Alguém poderia pensar que Deus pode ter dito isso. Não, Deus teria comandado o Seu amor ainda além. Ele os teria permitido caírem em pecado; e redimi-los. Ele teria sacrificado o Seu Amado. Ele tinha tanto amor em Seu coração, que Ele não o poderia demonstrá-lo a nós senão pelo sacrifício do Seu Amado. De que forma tão esplendorosamente é que Ele demonstrou o Seu amor.”
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Que amor foi o motivo, razão principal que levou a Deus a prover para o Seu povo um sacrifício expiador pelos seus pecados, está claro pelas palavras tão bem conhecidas de João 3:16, “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito...”. Assim também, em I João 4:9, 10, “Nisto se manifesta o amor de Deus para conosco: que Deus enviou Seu Filho unigênito ao mundo, para que por Ele vivamos. Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que Ele nos amou a nós, e enviou Seu Filho para propiciação pelos nossos pecados. Assim os oráculos sagrados celebram a obra da redenção como a mais elevada e mais marcante demonstração e exibição do amor Divino, e nos direcionam a considerar como tal amor agiu no mais elevado grau e com a maior vantagem, para ser visto e admirado por todos os eleitos, como uma fonte inesgotável e infindável de gratidão e de louvor. Quanto mais indignos e mais merecedores de castigo os objetos daquele amor eram em si mesmos — pecadores, inimigos (cf Rm 5:7-10) — quão mais maravilhoso aquele amor. Quanto maior a entrega alcançada pelo amor, e mais caro o sacrifício para proporcionar tal entrega, quão mais é tal amor coroado. Quanto maiores as dificuldades a serem vencidas — pecado, morte, tumba — quão mais foi aquele amor magnificado. Quanto maiores as bênçãos concedidas — justificação, santificação, glorificação — quão mais deve ser aquele amor adorado.
Que amor foi o motivo, razão principal que levou a Deus a prover para o Seu povo um sacrifício expiador pelos seus pecados, está claro pelas palavras tão bem conhecidas de João 3:16, “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito...”. Assim também, em I João 4:9, 10, “Nisto se manifesta o amor de Deus para conosco: que Deus enviou Seu Filho unigênito ao mundo, para que por Ele vivamos. Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que Ele nos amou a nós, e enviou Seu Filho para propiciação pelos nossos pecados. Assim os oráculos sagrados celebram a obra da redenção como a mais elevada e mais marcante demonstração e exibição do amor Divino, e nos direcionam a considerar como tal amor agiu no mais elevado grau e com a maior vantagem, para ser visto e admirado por todos os eleitos, como uma fonte inesgotável e infindável de gratidão e de louvor. Quanto mais indignos e mais merecedores de castigo os objetos daquele amor eram em si mesmos — pecadores, inimigos (cf Rm 5:7-10) — quão mais maravilhoso aquele amor. Quanto maior a entrega alcançada pelo amor, e mais caro o sacrifício para proporcionar tal entrega, quão mais é tal amor coroado. Quanto maiores as dificuldades a serem vencidas — pecado, morte, tumba — quão mais foi aquele amor magnificado. Quanto maiores as bênçãos concedidas — justificação, santificação, glorificação — quão mais deve ser aquele amor adorado.
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“Nisto estava a ênfase do amor Divino para conosco, que ‘Ele enviou Seu Filho para ser a propiciação pelos nossos pecados' (I João 4:10). Era pelo amor que Ele restauraria os homens após a Queda; não havia mais necessidade de fazer isso do que criar o mundo. Como isso não acrescentou nada à felicidade de Deus, então o desejo de fazê-lo em nada depreciou tal fato. Não havia mais absoluta necessidade de restauração do homem após o rompimento com Deus, do que um novo reparo do mundo após o dilúvio destruidor. Mas que Ele pode elevar o Seu amor ao mais elevado nível, Ele não somente restauraria o homem, mas antes de deixá-lo permanecer em seu estado merecido de miséria, puniria Suas próprias entranhas para preservar o homem de tal estado. Foi puramente a Sua graça [a qual é o amor concedendo favores, aos que são merecedores do inferno — A.W.P.] o motivo pelo qual o Seu Filho “provasse a morte por todos” os Seus Filhos (Hebreus 2:9).” (S. Charnock, 1635).
“Nisto estava a ênfase do amor Divino para conosco, que ‘Ele enviou Seu Filho para ser a propiciação pelos nossos pecados' (I João 4:10). Era pelo amor que Ele restauraria os homens após a Queda; não havia mais necessidade de fazer isso do que criar o mundo. Como isso não acrescentou nada à felicidade de Deus, então o desejo de fazê-lo em nada depreciou tal fato. Não havia mais absoluta necessidade de restauração do homem após o rompimento com Deus, do que um novo reparo do mundo após o dilúvio destruidor. Mas que Ele pode elevar o Seu amor ao mais elevado nível, Ele não somente restauraria o homem, mas antes de deixá-lo permanecer em seu estado merecido de miséria, puniria Suas próprias entranhas para preservar o homem de tal estado. Foi puramente a Sua graça [a qual é o amor concedendo favores, aos que são merecedores do inferno — A.W.P.] o motivo pelo qual o Seu Filho “provasse a morte por todos” os Seus Filhos (Hebreus 2:9).” (S. Charnock, 1635).
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3. A JUSTIÇA DE DEUS
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A Expiação de Cristo direciona os nossos pensamentos a Deus como Aquele cuja santidade governante demanda satisfação, cuja inflexível justiça insistiu que suas demandas sejam cumpridas plenamente, e cuja lei reta deve ser magnificada e honrada, antes que qualquer bênçãos resultantes pudessem fluir aos Seus eleitos, considerados como os filhos culpados e depravados de Adão. Deus “ao culpado não tem por inocente” (Êxodo 34:7). Muito diferente daquilo que se passa por amor na esfera humana, o amor de Deus vai de encontro à lei; não é exercido em desafio à justiça. Deus é “luz” (I João 1:5), bem como Ele é “amor”; e porque Ele assim o é, o pecado não pode ser ignorado, sua odiosidade minimizada, nem cancelada a sua culpa. Isso é verdade, que onde abundou o pecado, superabundou a graça, Todavia a graça não abundou às custas da justiça, antes, “também a graça reina ‘através' da justiça” (Romanos 5:21).
Mas não poderia Deus remir os pecados do Seu povo sem uma satisfação expiadora? Esta questão nos é respondida de forma explícita e com toda autoridade, em Hebreus 9:22, “... sem derramamento de sangue não há remissão.” Comentando neste versículo em seu memorável livro “The Atonement” (1871), o falecido Hugh Martin escreveu, “Sem dúvida, à primeira vista, este [versículo] parece meramente alegar um fato, sem assinalar um motivo. Parece declarar nada mais do que a verdade histórica, que verdadeiramente Deus nunca remiu os pecados dos homens sem derramamento de sangue. Mas se a ênfase for colocada na palavra “remissão”, e se for tida em mente uma idéia verdadeira quanto à transação que essa palavra representa, notar-se-á que a proposta, “não é remissão sem derramamento de sangue”, não alega meramente o fato, mas também designa uma razão para tal fato —expressar não somente a realidade histórica, mas o princípio fundamental que a justifica, e o qual somente necessita ser cuidadosamente investigado e compreendido, para prover uma resposta satisfatória à questão, ‘Por que Deus não poderia perdoar os pecados dos homens sem uma Expiação ? '
A Expiação de Cristo direciona os nossos pensamentos a Deus como Aquele cuja santidade governante demanda satisfação, cuja inflexível justiça insistiu que suas demandas sejam cumpridas plenamente, e cuja lei reta deve ser magnificada e honrada, antes que qualquer bênçãos resultantes pudessem fluir aos Seus eleitos, considerados como os filhos culpados e depravados de Adão. Deus “ao culpado não tem por inocente” (Êxodo 34:7). Muito diferente daquilo que se passa por amor na esfera humana, o amor de Deus vai de encontro à lei; não é exercido em desafio à justiça. Deus é “luz” (I João 1:5), bem como Ele é “amor”; e porque Ele assim o é, o pecado não pode ser ignorado, sua odiosidade minimizada, nem cancelada a sua culpa. Isso é verdade, que onde abundou o pecado, superabundou a graça, Todavia a graça não abundou às custas da justiça, antes, “também a graça reina ‘através' da justiça” (Romanos 5:21).
Mas não poderia Deus remir os pecados do Seu povo sem uma satisfação expiadora? Esta questão nos é respondida de forma explícita e com toda autoridade, em Hebreus 9:22, “... sem derramamento de sangue não há remissão.” Comentando neste versículo em seu memorável livro “The Atonement” (1871), o falecido Hugh Martin escreveu, “Sem dúvida, à primeira vista, este [versículo] parece meramente alegar um fato, sem assinalar um motivo. Parece declarar nada mais do que a verdade histórica, que verdadeiramente Deus nunca remiu os pecados dos homens sem derramamento de sangue. Mas se a ênfase for colocada na palavra “remissão”, e se for tida em mente uma idéia verdadeira quanto à transação que essa palavra representa, notar-se-á que a proposta, “não é remissão sem derramamento de sangue”, não alega meramente o fato, mas também designa uma razão para tal fato —expressar não somente a realidade histórica, mas o princípio fundamental que a justifica, e o qual somente necessita ser cuidadosamente investigado e compreendido, para prover uma resposta satisfatória à questão, ‘Por que Deus não poderia perdoar os pecados dos homens sem uma Expiação ? '
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“Pois, quando o escritor inspirado afirma que sem derramamento de sangue não há remissão, é como se ele tivesse dito: “Vocês podem imaginar um perdão sem derramamento de sangue, se quiserem; vocês podem conjeturar, ou invocar, algum outro método de perdão; vocês podem conceber a idéia de Deus lidando com o pecador, e livrando-o da punição devida por suas iniqüidades; sem que estas iniqüidades sejam perdoadas; sem que a penalidade incorrida pelas mesmas seja exigida; sem que a lei a qual eles transgridem seja limpa da mancha de desonra com a qual eles a macularam; sem um sacrifício caro; sem uma propiciação solene; sem um resgate impagável. Mas qualquer transação que esta possa ser, isso não seria remissão . Considerando que seria bem possível para Deus isentar o pecador; anular, através de um decreto meramente arbitrário, e sem qualquer satisfação à justiça divina, o débito que o pecador havia contraído; parar com Sua ira para com os Seus inimigos e retornar ao estado de amizade; dizer, ‘Sejam perdoados os seus pecados, agora vocês não têm nada a temer'; tudo isso, ‘sem derramamento de sangue', sem qualquer sacrifício ou reparação ou expiação: ainda assim tudo isso, no que quer que possa resumir-se, não equivale a remissão . De o nome que lhe aprouver: seja o que for; não é remissão. Pode ser considerado como um equivalente à remissão; pode haver lugar e espaço para o mesmo; pode ser que multidões preocupem-se em averiguar e investigar, ou tenham até mesmo a necessidade de tanto, ou se dêem ao trabalho de buscar. Mas, conquanto isso seja possível da parte de Deus, conquanto possa ser satisfatório para os homens, não se trata de remissão . Pode parecer remissão. Pode dar a impressão de carregar em si tudo aquilo que os não esclarecidos imaginam, quando pensam sobre remissão; mas não se trata de remissão real. Sem derramamento de sangue não há remissão.
“Pois, quando o escritor inspirado afirma que sem derramamento de sangue não há remissão, é como se ele tivesse dito: “Vocês podem imaginar um perdão sem derramamento de sangue, se quiserem; vocês podem conjeturar, ou invocar, algum outro método de perdão; vocês podem conceber a idéia de Deus lidando com o pecador, e livrando-o da punição devida por suas iniqüidades; sem que estas iniqüidades sejam perdoadas; sem que a penalidade incorrida pelas mesmas seja exigida; sem que a lei a qual eles transgridem seja limpa da mancha de desonra com a qual eles a macularam; sem um sacrifício caro; sem uma propiciação solene; sem um resgate impagável. Mas qualquer transação que esta possa ser, isso não seria remissão . Considerando que seria bem possível para Deus isentar o pecador; anular, através de um decreto meramente arbitrário, e sem qualquer satisfação à justiça divina, o débito que o pecador havia contraído; parar com Sua ira para com os Seus inimigos e retornar ao estado de amizade; dizer, ‘Sejam perdoados os seus pecados, agora vocês não têm nada a temer'; tudo isso, ‘sem derramamento de sangue', sem qualquer sacrifício ou reparação ou expiação: ainda assim tudo isso, no que quer que possa resumir-se, não equivale a remissão . De o nome que lhe aprouver: seja o que for; não é remissão. Pode ser considerado como um equivalente à remissão; pode haver lugar e espaço para o mesmo; pode ser que multidões preocupem-se em averiguar e investigar, ou tenham até mesmo a necessidade de tanto, ou se dêem ao trabalho de buscar. Mas, conquanto isso seja possível da parte de Deus, conquanto possa ser satisfatório para os homens, não se trata de remissão . Pode parecer remissão. Pode dar a impressão de carregar em si tudo aquilo que os não esclarecidos imaginam, quando pensam sobre remissão; mas não se trata de remissão real. Sem derramamento de sangue não há remissão.
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“O que a consciência esclarecida de um inquiridor angustiado anseia é “remissão” —remissão de pecado. E o que é isso? É a remoção de culpa; remoção da responsabilidade pela ira de Deus; remoção da Criminalidade ou da iniqüidade. É uma sentença de “ Não Culpado ”. É o reconhecimento da inculpabilidade perante o Santo de Israel; uma posição e relação para com Deus, portanto, na qual a Sua ira seria indevida, injusta, impossível. Isso seria Remissão .”
“O que a consciência esclarecida de um inquiridor angustiado anseia é “remissão” —remissão de pecado. E o que é isso? É a remoção de culpa; remoção da responsabilidade pela ira de Deus; remoção da Criminalidade ou da iniqüidade. É uma sentença de “ Não Culpado ”. É o reconhecimento da inculpabilidade perante o Santo de Israel; uma posição e relação para com Deus, portanto, na qual a Sua ira seria indevida, injusta, impossível. Isso seria Remissão .”
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Não devemos antecipar o campo que esperamos cobrir em capítulos adiante, exceto ao dizer aqui que, o grande problema que confrontou a Deus, e com relação ao qual ousamos dizer que nunca poderia ter sido resolvido seja por inteligência humana ou angelical, foi, como a Misericórdia poderia agir livremente sem insultar a justiça, ou como a Justiça poderia exigir o cumprimento do que lhe era devido sem que as mãos da Misericórdia fossem atadas. Uma solução perfeita e completamente satisfatória para este problema foi encontrada e provida na Satisfação feita a Deus pela mediação do Redentor. É nessa satisfação que “A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram.” (Salmo 85:10). É essa satisfação que proporcionou a Deus ser “...justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.” (Romanos 3:26).
Não devemos antecipar o campo que esperamos cobrir em capítulos adiante, exceto ao dizer aqui que, o grande problema que confrontou a Deus, e com relação ao qual ousamos dizer que nunca poderia ter sido resolvido seja por inteligência humana ou angelical, foi, como a Misericórdia poderia agir livremente sem insultar a justiça, ou como a Justiça poderia exigir o cumprimento do que lhe era devido sem que as mãos da Misericórdia fossem atadas. Uma solução perfeita e completamente satisfatória para este problema foi encontrada e provida na Satisfação feita a Deus pela mediação do Redentor. É nessa satisfação que “A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram.” (Salmo 85:10). É essa satisfação que proporcionou a Deus ser “...justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.” (Romanos 3:26).
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4. A GLÓRIA DE DEUS
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Tem sido dito corretamente que “A razão e motivo fundamentais de todas as ações de Deus estão em Si mesmo. Uma vez que Deus é infinito, eterno e imutável, que aquilo que foi o Seu primeiro motivo na criação do universo deve sempre continuar a ser a razão fundamental ou finalidade principal em cada ato concernente em sua preservação e governo. Mas o primeiro motivo de Deus deve ter sido simplesmente o exercício das Suas próprias e essenciais perfeições, e no seu exercício a manifestação da excelência das mesmas. Este foi o único propósito que poderia haver sido escolhido pela mente Divina no princípio, antes da existência de qualquer outro objeto” (A Expiação, Dr. A. A. Hodge). As Escrituras são muito explícitas neste ponto, “O Senhor fez todas as coisas para atender aos seus próprios desígnios...” (Provérbios 16:4). “Porque dele e por ele, e para ele são todas as coisas;...” {Romanos 11:36}. “...tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas.” (Apocalipse 4:11).
Tem sido dito corretamente que “A razão e motivo fundamentais de todas as ações de Deus estão em Si mesmo. Uma vez que Deus é infinito, eterno e imutável, que aquilo que foi o Seu primeiro motivo na criação do universo deve sempre continuar a ser a razão fundamental ou finalidade principal em cada ato concernente em sua preservação e governo. Mas o primeiro motivo de Deus deve ter sido simplesmente o exercício das Suas próprias e essenciais perfeições, e no seu exercício a manifestação da excelência das mesmas. Este foi o único propósito que poderia haver sido escolhido pela mente Divina no princípio, antes da existência de qualquer outro objeto” (A Expiação, Dr. A. A. Hodge). As Escrituras são muito explícitas neste ponto, “O Senhor fez todas as coisas para atender aos seus próprios desígnios...” (Provérbios 16:4). “Porque dele e por ele, e para ele são todas as coisas;...” {Romanos 11:36}. “...tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas.” (Apocalipse 4:11).
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A razão fundamental, portanto, que moveu a Deus para ordenar a Cristo como Satisfação pelas responsabilidades falhas de Seu povo deve ter sido a glória Divina, e não os efeitos esperados serem produzidos na criatura. Mas a glória é excelência manifesta, e excelência moral é manifesta somente ao ser exercitada. A justiça e o amor infinitos de Deus, ambos encontram o mais alto exercício concebível no sacrifício de Seu próprio Filho como o Substituto de homens culpados. Deus ordenou ter outros filhos além de Cristo (Romanos 8:29, “Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.”}, mas foi de forma que eles possam perceber a Sua glória (João 17:24, “...para que vejam a minha glória que me deste; ...”), e que Ele possa “ser glorificado neles” (João 17:10). Ordenar a Cristo vir a este mundo como Homem, somente por causa do pecado do homem e para a obra da redenção, seria sujeitar Cristo a nós, e fazer o nosso bem o “propósito” da ação de Deus. Tal concepção não só é extremamente absurda, mas terrivelmente ímpia. Adão não foi feito para Eva, mas sim Eva para Adão; e como a mulher é “a glória do homem” (I Coríntios 11:7), também os santos são chamados de “a glória de Cristo” (II Coríntios 8:23); e como os santos são de Cristo, assim também é Cristo, o Mediador, de Deus (I Coríntios 3:23).”
A razão fundamental, portanto, que moveu a Deus para ordenar a Cristo como Satisfação pelas responsabilidades falhas de Seu povo deve ter sido a glória Divina, e não os efeitos esperados serem produzidos na criatura. Mas a glória é excelência manifesta, e excelência moral é manifesta somente ao ser exercitada. A justiça e o amor infinitos de Deus, ambos encontram o mais alto exercício concebível no sacrifício de Seu próprio Filho como o Substituto de homens culpados. Deus ordenou ter outros filhos além de Cristo (Romanos 8:29, “Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.”}, mas foi de forma que eles possam perceber a Sua glória (João 17:24, “...para que vejam a minha glória que me deste; ...”), e que Ele possa “ser glorificado neles” (João 17:10). Ordenar a Cristo vir a este mundo como Homem, somente por causa do pecado do homem e para a obra da redenção, seria sujeitar Cristo a nós, e fazer o nosso bem o “propósito” da ação de Deus. Tal concepção não só é extremamente absurda, mas terrivelmente ímpia. Adão não foi feito para Eva, mas sim Eva para Adão; e como a mulher é “a glória do homem” (I Coríntios 11:7), também os santos são chamados de “a glória de Cristo” (II Coríntios 8:23); e como os santos são de Cristo, assim também é Cristo, o Mediador, de Deus (I Coríntios 3:23).”
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5. A ALIANÇA DE DEUS
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Embora tenhamos feito este tópico distinto dos quatro precedentes, ainda assim assinalaríamos que é no Sempiterno Pacto que encontramos a vontade, o amor, a retidão, a glória de Deus, unidos como a causa ou causas motivadoras da perfeita provisão encontrada na Satisfação de Cristo.
Embora tenhamos feito este tópico distinto dos quatro precedentes, ainda assim assinalaríamos que é no Sempiterno Pacto que encontramos a vontade, o amor, a retidão, a glória de Deus, unidos como a causa ou causas motivadoras da perfeita provisão encontrada na Satisfação de Cristo.
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Como temos insistido em parágrafos anteriores, tivesse assim agradado a Deus, ele poderia nunca ter criado um único ser para admirar as Suas perfeições. Quando criaturas foram admitidas àquele maravilhoso espetáculo, e então tornaram-se culpadas de desonrá-LO, ele poderia ter-SE revelado posteriormente somente em ira, entornando os frascos da Sua indignação no ponto em que eles (as criaturas) habitavam, transformando-o em uma cena de desolação. Qual seria a perda de um mundo para Aquele a cujos olhos o mundo não é nada, sim, menos que nada e coisa vã (Isaías 40:17) ?
Como temos insistido em parágrafos anteriores, tivesse assim agradado a Deus, ele poderia nunca ter criado um único ser para admirar as Suas perfeições. Quando criaturas foram admitidas àquele maravilhoso espetáculo, e então tornaram-se culpadas de desonrá-LO, ele poderia ter-SE revelado posteriormente somente em ira, entornando os frascos da Sua indignação no ponto em que eles (as criaturas) habitavam, transformando-o em uma cena de desolação. Qual seria a perda de um mundo para Aquele a cujos olhos o mundo não é nada, sim, menos que nada e coisa vã (Isaías 40:17) ?
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Dessas premissas, segue-se, a verdade que não pode ser contradita, que o plano designado por Deus para a salvação dos Seus eleitos, quem por natureza também compartilharam das ruínas da queda de Adão, originou-se não somente na Sua graça soberana, mas foi determinado unicamente pela Sua própria vontade real. Portando, ao contemplar a obra da redenção nós precisamos ascender até a sua origem, e começar com a consideração daquele entendimento eterno entre as Pessoas da Divindade, acordo no qual é encontrada toda a dispensação de graça para com os homens caídos. Àquele acordo, a tal entendimento a Bíblia se refere como “A aliança eterna” (Hebreus 13:20).
Dessas premissas, segue-se, a verdade que não pode ser contradita, que o plano designado por Deus para a salvação dos Seus eleitos, quem por natureza também compartilharam das ruínas da queda de Adão, originou-se não somente na Sua graça soberana, mas foi determinado unicamente pela Sua própria vontade real. Portando, ao contemplar a obra da redenção nós precisamos ascender até a sua origem, e começar com a consideração daquele entendimento eterno entre as Pessoas da Divindade, acordo no qual é encontrada toda a dispensação de graça para com os homens caídos. Àquele acordo, a tal entendimento a Bíblia se refere como “A aliança eterna” (Hebreus 13:20).
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A. W. P.
Tradução: Eli Daniel da Silva
Tradução: Eli Daniel da Silva
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