Expiação - Seus Pré-Requisitos.
Antes de estarmos em posição de discernir o que foi requerido de forma a uma expiação ser feita pelos pecados dos crentes, ou mais especificamente, quais eram as qualificações que deviam ser possuídas por aquele que devesse render uma satisfação aceitável a Deus, é essencial que saibamos algo sobre a natureza real da própria Expiação. Isto é o que nos esforçaremos por definir no decorrer dos capítulos que imediatamente se seguem, mas, para calçar o caminho para uma consideração mais inteligente das perfeições do Mediador, delineemos resumidamente o que foi que Cristo veio fazer aqui. O Filho de Deus tornou-Se o Filho de homem para que os filhos dos homens pudessem tornar-se filhos de Deus. Mas estes filhos de homens não eram meramente criaturas, eles eram criaturas caídas e cheias de pecado, e tais como, detestáveis a Deus, e sob a condenação da Sua inexorável lei.
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O pecado produziu, escavou um abismo profundo entre o santo Deus triúno e os filhos rebelados de Adão. Abismo esse que o homem não tem qualquer capacidade que seja para preencher ou atravessar. Não somente encontra-se ele alienado do seu Criador (veja em Efésios 4:18, “Entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração.”), mas aquela lei por ele quebrada insiste numa reparação completa, e isto, o homem é incapaz de oferecer. Assim, seu caso é verdadeiramente desesperador. Sua única esperança, como procuramos mostrar no final do capítulo anterior, reside num mediador esposando sua causa, um mediador aceitável àquele Deus a quem o homem tão grosseiramente e tão dolorosamente ofendeu, um mediador que ao mesmo tempo seja qualificado e queira responsabilizar-se por ele. Mas onde encontrar-se-ia tal? Onde estava aquele que pudesse servir de ponte no terrível abismo causado pelo pecado, a quem pudessem ser confiados os interesses da Divindade, e que fosse capaz de representar aqueles que estavam, na escala de seres, tão longe, tão abaixo dELE?
O pecado produziu, escavou um abismo profundo entre o santo Deus triúno e os filhos rebelados de Adão. Abismo esse que o homem não tem qualquer capacidade que seja para preencher ou atravessar. Não somente encontra-se ele alienado do seu Criador (veja em Efésios 4:18, “Entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração.”), mas aquela lei por ele quebrada insiste numa reparação completa, e isto, o homem é incapaz de oferecer. Assim, seu caso é verdadeiramente desesperador. Sua única esperança, como procuramos mostrar no final do capítulo anterior, reside num mediador esposando sua causa, um mediador aceitável àquele Deus a quem o homem tão grosseiramente e tão dolorosamente ofendeu, um mediador que ao mesmo tempo seja qualificado e queira responsabilizar-se por ele. Mas onde encontrar-se-ia tal? Onde estava aquele que pudesse servir de ponte no terrível abismo causado pelo pecado, a quem pudessem ser confiados os interesses da Divindade, e que fosse capaz de representar aqueles que estavam, na escala de seres, tão longe, tão abaixo dELE?
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“Mesmo que o homem tivesse permanecido imaculadamente inocente, ainda assim a sua condição seria por demais miserável para que ele pudesse se aproximar de Deus sem um Mediador. O que, então, pode ele fazer, após ter sido enterrado na more e no inferno, por sua queda fatal, manchado com tantas blasfêmias, apodrecendo-se em suas próprias corrupções; resumindo, sobrepujado e subjugado por cada maldição? Uma vez que as nossas iniqüidades, como uma nuvem se antepõem entre Deus e nós, alienando-nos completamente do céu, ninguém que não pudesse se aproximar de Deus poderia ser um mediador para a restauração da paz. Mas quem poderia se aproximar dELE? Poderia fazê-lo, algum dos filhos de Adão? Não; eles, com o seu primeiro pai, temiam a Divina presença. O que, então, poderia ser feito? Nossa situação era verdadeiramente deplorável, a menos que a própria majestade Divina descesse até nós; pois nós não podíamos ascender até Ela. Assim é que era necessário (como que nascendo do decreto celestial), que o Filho de Deus se tornasse Emanuel, que quer dizer, Deus conosco” (João Calvino, “Institutas da Religião Cristã”, Livro II, Capítulo XII).
“Mesmo que o homem tivesse permanecido imaculadamente inocente, ainda assim a sua condição seria por demais miserável para que ele pudesse se aproximar de Deus sem um Mediador. O que, então, pode ele fazer, após ter sido enterrado na more e no inferno, por sua queda fatal, manchado com tantas blasfêmias, apodrecendo-se em suas próprias corrupções; resumindo, sobrepujado e subjugado por cada maldição? Uma vez que as nossas iniqüidades, como uma nuvem se antepõem entre Deus e nós, alienando-nos completamente do céu, ninguém que não pudesse se aproximar de Deus poderia ser um mediador para a restauração da paz. Mas quem poderia se aproximar dELE? Poderia fazê-lo, algum dos filhos de Adão? Não; eles, com o seu primeiro pai, temiam a Divina presença. O que, então, poderia ser feito? Nossa situação era verdadeiramente deplorável, a menos que a própria majestade Divina descesse até nós; pois nós não podíamos ascender até Ela. Assim é que era necessário (como que nascendo do decreto celestial), que o Filho de Deus se tornasse Emanuel, que quer dizer, Deus conosco” (João Calvino, “Institutas da Religião Cristã”, Livro II, Capítulo XII).
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Todavia, ao invés de remover a dificuldade, isso parece somente aumentá-la. Como indicamos acima, a expiação somente poderia levada a termo por intermédio de uma completa satisfação apresentada à Lei, e isso envolvia duas coisas: primeiro, uma perfeita obediência dada a todos os seus preceitos; segundo, um completo sofrimento de toda a sua dura punição. Mas como poderia uma Pessoa Divina ocupar o lugar de subserviência e tornar-Se sujeito às demandas da Lei? E novamente, como poderia uma Divina Pessoa sofrer e morrer? Isso parece ser um problema insolúvel, todavia a sabedoria Divina proveu uma solução gloriosa. Um dos Três Eternos, sem que de qualquer forma deixasse de ser Deus, tomou sobre Si a forma de um Servo e tornou-se Homem. A encarnação Divina foi levada a cabo de forma que a expiação do pecado fosse realizada. O Verbo eterno tornando-Se carne foi uma forma graciosa para um fim glorioso: foi para que Ele pudesse mediar entre Deus e o Seu povo.
Todavia, ao invés de remover a dificuldade, isso parece somente aumentá-la. Como indicamos acima, a expiação somente poderia levada a termo por intermédio de uma completa satisfação apresentada à Lei, e isso envolvia duas coisas: primeiro, uma perfeita obediência dada a todos os seus preceitos; segundo, um completo sofrimento de toda a sua dura punição. Mas como poderia uma Pessoa Divina ocupar o lugar de subserviência e tornar-Se sujeito às demandas da Lei? E novamente, como poderia uma Divina Pessoa sofrer e morrer? Isso parece ser um problema insolúvel, todavia a sabedoria Divina proveu uma solução gloriosa. Um dos Três Eternos, sem que de qualquer forma deixasse de ser Deus, tomou sobre Si a forma de um Servo e tornou-se Homem. A encarnação Divina foi levada a cabo de forma que a expiação do pecado fosse realizada. O Verbo eterno tornando-Se carne foi uma forma graciosa para um fim glorioso: foi para que Ele pudesse mediar entre Deus e o Seu povo.
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Um mediador é aquele que intervém entre duas partes, que encontram-se em desacordo, e promove a paz. Ele deve por necessidade ser uma pessoa diferente de cada um dos que entre os quais é necessária a reconciliação; ele não pode nem ser a parte ofendida, nem a parte que tem ofendido. O lado ofendido pode perdoar o ofensor; mas em tal caso, um mediador não é necessário. O lado ofensor pode lamentar sua conduta, e honesta e sinceramente desejar que a paz seja feita; mas ele não pode ter acesso ao lado ofendido, ou este pode rejeitar suas aproximações, porque ele não julga a satisfação proferida ser adequada. Neste caso uma terceira parte pode interpor-se para ajustar a diferença, através da proposta de termos aos quais ambos lados (ofendido e ofensor) aquiescerão.
Um mediador é aquele que intervém entre duas partes, que encontram-se em desacordo, e promove a paz. Ele deve por necessidade ser uma pessoa diferente de cada um dos que entre os quais é necessária a reconciliação; ele não pode nem ser a parte ofendida, nem a parte que tem ofendido. O lado ofendido pode perdoar o ofensor; mas em tal caso, um mediador não é necessário. O lado ofensor pode lamentar sua conduta, e honesta e sinceramente desejar que a paz seja feita; mas ele não pode ter acesso ao lado ofendido, ou este pode rejeitar suas aproximações, porque ele não julga a satisfação proferida ser adequada. Neste caso uma terceira parte pode interpor-se para ajustar a diferença, através da proposta de termos aos quais ambos lados (ofendido e ofensor) aquiescerão.
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O que acabamos de apontar apresenta-nos mais uma dificuldade: não era Deus, o Filho, o lado ofendido pelo pecador, igualmente com o Pai e com o Espírito? Asseguradamente que sim, pois em Seu ser essencial, Ele é um com Eles. Mas as Escrituras Sagradas não somente revelam a unidade absoluta de natureza e de essência nas três Pessoas da Divindade, elas também revelam uma economia ou arranjo entre aquelas Pessoas, através da qual características e ofícios diferentes foram designados a cada Uma, e novas relações são sustentadas por Eles, para com cada Um entre Si e para conosco. Na economia da Redenção e da sua conexão para com o mundo, o Pai recorre, no papel de Governador Supremo dos céus e da terra, o Filho como Mediador, e o Espírito como o Aplicador da Redenção. No Seu ofício como Mediador, Cristo não pressiona as demandas de justiça contra os pecadores, mas Se apresenta como seu Amigo, resgatando-os de sua perigosa situação ao render cabal satisfação por eles seu Soberano ofendido.
O que acabamos de apontar apresenta-nos mais uma dificuldade: não era Deus, o Filho, o lado ofendido pelo pecador, igualmente com o Pai e com o Espírito? Asseguradamente que sim, pois em Seu ser essencial, Ele é um com Eles. Mas as Escrituras Sagradas não somente revelam a unidade absoluta de natureza e de essência nas três Pessoas da Divindade, elas também revelam uma economia ou arranjo entre aquelas Pessoas, através da qual características e ofícios diferentes foram designados a cada Uma, e novas relações são sustentadas por Eles, para com cada Um entre Si e para conosco. Na economia da Redenção e da sua conexão para com o mundo, o Pai recorre, no papel de Governador Supremo dos céus e da terra, o Filho como Mediador, e o Espírito como o Aplicador da Redenção. No Seu ofício como Mediador, Cristo não pressiona as demandas de justiça contra os pecadores, mas Se apresenta como seu Amigo, resgatando-os de sua perigosa situação ao render cabal satisfação por eles seu Soberano ofendido.
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“A exigência da mediação de Cristo advém da existência do pecado; o qual sendo contrário à natureza e à vontade revelada de Deus, transforma aqueles que o têm cometido em detestáveis ao Seu desprazer. Uma vez que eles não tinham como apaziguar Sua ira, a interposição de uma outra pessoa foi requisitada para reparar por sua culpa, e estabelecer a fundação da paz. Este é o grande plano do Seu ofício; mas se estende a todos os atos, através dos quais os pecadores são realmente trazidos a um estado de reconciliação, são capacitados a ter comunhão com Deus, e são elevados à perfeição e felicidade imutáveis no mundo porvir. Compreende os ofícios particulares nos quais nosso Salvador é representado como sustentando, o ofício profético, o ofício sacerdotal, e o ofício régio; e é por intermédio da execução destes que Ele completamente realiza as tarefas, e concretiza o caráter de um Mediador” (Dr. J. Dick). Que possamos agora especificar, esforçando-nos por apontar o que era necessário naquele que devesse propiciar a expiação pelos pecadores, a Deus.
“A exigência da mediação de Cristo advém da existência do pecado; o qual sendo contrário à natureza e à vontade revelada de Deus, transforma aqueles que o têm cometido em detestáveis ao Seu desprazer. Uma vez que eles não tinham como apaziguar Sua ira, a interposição de uma outra pessoa foi requisitada para reparar por sua culpa, e estabelecer a fundação da paz. Este é o grande plano do Seu ofício; mas se estende a todos os atos, através dos quais os pecadores são realmente trazidos a um estado de reconciliação, são capacitados a ter comunhão com Deus, e são elevados à perfeição e felicidade imutáveis no mundo porvir. Compreende os ofícios particulares nos quais nosso Salvador é representado como sustentando, o ofício profético, o ofício sacerdotal, e o ofício régio; e é por intermédio da execução destes que Ele completamente realiza as tarefas, e concretiza o caráter de um Mediador” (Dr. J. Dick). Que possamos agora especificar, esforçando-nos por apontar o que era necessário naquele que devesse propiciar a expiação pelos pecadores, a Deus.
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1. O MEDIADOR DEVIA SER UM HOMEM
1. O MEDIADOR DEVIA SER UM HOMEM
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“O mediador entre Deus e os homens não pode ser somente Deus, ou somente homem. Isto nos é ensinado em (Gálatas 3:20): ‘Ora, o medianeiro [mediador] não o é de um só, mas Deus é um.'. Supõe-se que para um mediador existam duas partes, entre as quais ele intervém; mas Deus é somente uma parte. Consequentemente, o Mediador entre Deus e os homens deve estar relacionado a ambos, e ser igual a cada um deles. Ele não pode ser simplesmente Deus, que é somente uma das partes, e tem somente uma natureza. Portanto, o Verbo eterno deve tomar a natureza humana em união conSigo mesmo, se ele for um mediador entre Deus e homens. Esta mesma verdade nos é ensinada em (I Samuel 2:25): ‘Pecando homem contra homem, os juízes o julgarão; pecando, porém, o homem contra o Senhor, quem rogará por ele?' e ‘Por isso, entrando no mundo, diz: Sacrifício e oferta não quiseste, mas corpo me preparaste' (Hebreus 10:5).” (Dr. J. Shedd).
“O mediador entre Deus e os homens não pode ser somente Deus, ou somente homem. Isto nos é ensinado em (Gálatas 3:20): ‘Ora, o medianeiro [mediador] não o é de um só, mas Deus é um.'. Supõe-se que para um mediador existam duas partes, entre as quais ele intervém; mas Deus é somente uma parte. Consequentemente, o Mediador entre Deus e os homens deve estar relacionado a ambos, e ser igual a cada um deles. Ele não pode ser simplesmente Deus, que é somente uma das partes, e tem somente uma natureza. Portanto, o Verbo eterno deve tomar a natureza humana em união conSigo mesmo, se ele for um mediador entre Deus e homens. Esta mesma verdade nos é ensinada em (I Samuel 2:25): ‘Pecando homem contra homem, os juízes o julgarão; pecando, porém, o homem contra o Senhor, quem rogará por ele?' e ‘Por isso, entrando no mundo, diz: Sacrifício e oferta não quiseste, mas corpo me preparaste' (Hebreus 10:5).” (Dr. J. Shedd).
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Relação de natureza para com aqueles por quem a Expiação foi feita é um elemento essencial na validade da mesma. Era necessário Cristo ser homem , no sentido real e próprio, tanto quanto verdadeiro Deus. Para qualificá-LO para a obra da redenção, Ele precisava possuir atributos opostos: uma natureza frágil e mortal, combinada com dignidade pessoal inefável. Humanidade era requisito para conformar o Messias com o sofrimento, para fazê-LO suscetível à dor e à morte, para tornar possível a Ele oferecer-Se a Si mesmo em sacrifício. Igualmente também era a possessão de natureza humana necessária de forma a validar o que Ele fez , a dar à Sua obediência e sofrimentos um valor essencial na avaliação da lei de Deus. Sendo a obra da nossa redenção uma satisfação moral para a lei de Deus pelos pecados dos homens, ali havia uma competência moral, que a satisfação devesse ser feita por alguém na natureza daqueles que haviam pecado. É impressionante notar nos tipos, nos símbolos, como tal redenção tivesse de ser efetuada por um parente consangüíneo próximo (veja em Levítico 25:25-27: “Quando teu irmão empobrecer e vender alguma parte da sua possessão, então virá o teu resgatador, seu parente, e resgatará o que vendeu seu irmão. E se alguém não tiver resgatador, porém conseguir o suficiente para o seu resgate, então contará os anos desde a sua venda, e o que ficar restituirá ao homem a quem a vendeu, e tornará à sua possessão.” e também em Rute 4:7: “Havia, pois, já de muito tempo este costume em Israel, quanto à remissão e permuta, para confirmar todo o negócio; o homem descalçava o sapato e o dava ao seu próximo; e isto era por testemunho em Israel.”).
Relação de natureza para com aqueles por quem a Expiação foi feita é um elemento essencial na validade da mesma. Era necessário Cristo ser homem , no sentido real e próprio, tanto quanto verdadeiro Deus. Para qualificá-LO para a obra da redenção, Ele precisava possuir atributos opostos: uma natureza frágil e mortal, combinada com dignidade pessoal inefável. Humanidade era requisito para conformar o Messias com o sofrimento, para fazê-LO suscetível à dor e à morte, para tornar possível a Ele oferecer-Se a Si mesmo em sacrifício. Igualmente também era a possessão de natureza humana necessária de forma a validar o que Ele fez , a dar à Sua obediência e sofrimentos um valor essencial na avaliação da lei de Deus. Sendo a obra da nossa redenção uma satisfação moral para a lei de Deus pelos pecados dos homens, ali havia uma competência moral, que a satisfação devesse ser feita por alguém na natureza daqueles que haviam pecado. É impressionante notar nos tipos, nos símbolos, como tal redenção tivesse de ser efetuada por um parente consangüíneo próximo (veja em Levítico 25:25-27: “Quando teu irmão empobrecer e vender alguma parte da sua possessão, então virá o teu resgatador, seu parente, e resgatará o que vendeu seu irmão. E se alguém não tiver resgatador, porém conseguir o suficiente para o seu resgate, então contará os anos desde a sua venda, e o que ficar restituirá ao homem a quem a vendeu, e tornará à sua possessão.” e também em Rute 4:7: “Havia, pois, já de muito tempo este costume em Israel, quanto à remissão e permuta, para confirmar todo o negócio; o homem descalçava o sapato e o dava ao seu próximo; e isto era por testemunho em Israel.”).
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A menos que o Próprio Redentor possuísse a natureza daqueles a serem redimidos, o governo moral de Deus não teria sido vindicado, nem a glória do Legislador Divino sido mantida, nem os princípios da lei sido sustentados. A lei em seu preceito era adequada ao homem, e em sua maldição demandava contra o homem. Suas exigências eram tais que somente o homem poderia satisfazer; sua punição tal que somente alguém possuindo a natureza de homem poderia suportar. A punição era sofrer até a morte ; e nenhum anjo podia morrer (Lucas 20:36: “Porque já não podem mais morrer; pois são iguais aos anjos}. A morte somente de um homem poderia possuir congruência moral e legal para com a causa de uma lei dada ao homem e quebrada por ele. Assim, não era somente para qualificá-LO para o sofrimento que o Messias tomou sobre Si a natureza humana, senão para qualificá-LO para tais sofrimentos, que tivessem validade aos olhos da lei Divina. “Porque, assim o que santifica, como os que são santificados, são todos de um . . . Por isso convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos . . . para expiar os pecados do povo.” (Hebreus 2:11,17). “Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem.” (I Coríntios 15:21).
A menos que o Próprio Redentor possuísse a natureza daqueles a serem redimidos, o governo moral de Deus não teria sido vindicado, nem a glória do Legislador Divino sido mantida, nem os princípios da lei sido sustentados. A lei em seu preceito era adequada ao homem, e em sua maldição demandava contra o homem. Suas exigências eram tais que somente o homem poderia satisfazer; sua punição tal que somente alguém possuindo a natureza de homem poderia suportar. A punição era sofrer até a morte ; e nenhum anjo podia morrer (Lucas 20:36: “Porque já não podem mais morrer; pois são iguais aos anjos}. A morte somente de um homem poderia possuir congruência moral e legal para com a causa de uma lei dada ao homem e quebrada por ele. Assim, não era somente para qualificá-LO para o sofrimento que o Messias tomou sobre Si a natureza humana, senão para qualificá-LO para tais sofrimentos, que tivessem validade aos olhos da lei Divina. “Porque, assim o que santifica, como os que são santificados, são todos de um . . . Por isso convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos . . . para expiar os pecados do povo.” (Hebreus 2:11,17). “Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem.” (I Coríntios 15:21).
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A lei exigia que os a ela sujeitos amassem a Deus com toda sua alma e O servissem com todos os membros de seu corpo, uma vez que ambos pertencem a Deus. Agora, ninguém pode fazer isso senão o ser humano, que consiste de corpo e alma. E novamente; a lei exigia o amor para com o nosso próximo, mas ninguém é nosso próximo que não seja humano, que tem o mesmo sangue que nós: então, por conseguinte, a força daquelas palavras — “e não te escondas da tua carne” (Isaías 58:7). Portanto aquele que é a nossa Garantia deve amar-nos e querer-nos tanto quanto alguém o faz para com a sua própria carne, e consequentemente nós temos de ser “membros do seu corpo, da sua carne, e dos seus ossos.” (Efésios 5:30). Portanto, uniu o Espírito Santo estas duas coisas juntas, com relação a Cristo: “ nascido de mulher, nascido sob a lei.” (Gálatas 4:4), declarando que o fim principal da Sua encarnação era que Ele estivesse sujeito à lei.
A lei exigia que os a ela sujeitos amassem a Deus com toda sua alma e O servissem com todos os membros de seu corpo, uma vez que ambos pertencem a Deus. Agora, ninguém pode fazer isso senão o ser humano, que consiste de corpo e alma. E novamente; a lei exigia o amor para com o nosso próximo, mas ninguém é nosso próximo que não seja humano, que tem o mesmo sangue que nós: então, por conseguinte, a força daquelas palavras — “e não te escondas da tua carne” (Isaías 58:7). Portanto aquele que é a nossa Garantia deve amar-nos e querer-nos tanto quanto alguém o faz para com a sua própria carne, e consequentemente nós temos de ser “membros do seu corpo, da sua carne, e dos seus ossos.” (Efésios 5:30). Portanto, uniu o Espírito Santo estas duas coisas juntas, com relação a Cristo: “ nascido de mulher, nascido sob a lei.” (Gálatas 4:4), declarando que o fim principal da Sua encarnação era que Ele estivesse sujeito à lei.
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“Não é sem razão que Paulo, quando inquirido a mostrar Cristo no caráter de um Mediador, expressamente fala dEle como um homem: ‘Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.' {I Timóteo 2:5}. Ele poderia tê-LO chamado Deus, ou poderia de fato haver omitido a designação de ‘homem', tanto quanto a de Deus; mas porque o Espírito, que falou através dele conhece a nossa debilidade, Ele proveu-nos um medicamento muito apropriado contra tal fraqueza, ao colocar o Filho de Deus familiarmente entre nós (Christians, A.W.P.) como se Ele fosse um de nós. Portanto, que ninguém se perturbe quanto a aonde procurar o Mediador, ou de que forma possa se aproximar DELE. O apóstolo, ao denominá-LO homem, nos alerta de que Ele está próximo, e mesmo perto de nós, já que ele é a nossa própria carne. Certamente que sua intenção é a mesma, em Hebreus 4:15.” (João Calvino).
“Não é sem razão que Paulo, quando inquirido a mostrar Cristo no caráter de um Mediador, expressamente fala dEle como um homem: ‘Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.' {I Timóteo 2:5}. Ele poderia tê-LO chamado Deus, ou poderia de fato haver omitido a designação de ‘homem', tanto quanto a de Deus; mas porque o Espírito, que falou através dele conhece a nossa debilidade, Ele proveu-nos um medicamento muito apropriado contra tal fraqueza, ao colocar o Filho de Deus familiarmente entre nós (Christians, A.W.P.) como se Ele fosse um de nós. Portanto, que ninguém se perturbe quanto a aonde procurar o Mediador, ou de que forma possa se aproximar DELE. O apóstolo, ao denominá-LO homem, nos alerta de que Ele está próximo, e mesmo perto de nós, já que ele é a nossa própria carne. Certamente que sua intenção é a mesma, em Hebreus 4:15.” (João Calvino).
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2. O MEDIADOR DEVIA SER SEM PECADO
2. O MEDIADOR DEVIA SER SEM PECADO
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Aquele que faz a expiação por outros, deve ser ele mesmo inteiramente livre daquilo que torna a expiação necessária. O que fez a expiação necessária foi o pecado. O redentor deve ser sem pecado, do contrário ele necessitaria de redenção. Um pecador não pode expiar seus próprios pecados, ainda menos pode ele ser o salvador de outros. Assim, era um pré-requisito primário que a vítima substitutiva devesse ela mesma ser imaculada, pura. Isso foi plenamente prenunciado nos tipos [N.T. tipos mostrados no Antigo Testamento]. O cordeiro usado no sacrifício devia ser “sem defeito”. A novilha ruiva não somente devia ser sem defeito, mas também uma rês que “ sobre a qual não tenha sido posto jugo.” (Números 19:2). Do sumo sacerdote Levítico era exigido possuir um grau elevado de pureza cerimonial.
Aquele que faz a expiação por outros, deve ser ele mesmo inteiramente livre daquilo que torna a expiação necessária. O que fez a expiação necessária foi o pecado. O redentor deve ser sem pecado, do contrário ele necessitaria de redenção. Um pecador não pode expiar seus próprios pecados, ainda menos pode ele ser o salvador de outros. Assim, era um pré-requisito primário que a vítima substitutiva devesse ela mesma ser imaculada, pura. Isso foi plenamente prenunciado nos tipos [N.T. tipos mostrados no Antigo Testamento]. O cordeiro usado no sacrifício devia ser “sem defeito”. A novilha ruiva não somente devia ser sem defeito, mas também uma rês que “ sobre a qual não tenha sido posto jugo.” (Números 19:2). Do sumo sacerdote Levítico era exigido possuir um grau elevado de pureza cerimonial.
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“Obrigação legal para com a maldição pode surgir de uma ou de ambas coisas: ou de ser nascido sob a maldição, o que é equivalente a dizer, o pecado original; ou de vir a estar exposto à punição em conseqüência de uma quebra pessoal dos requerimentos e preceitos da lei, ou seja, por real transgressão. Infantes da raça humana encontram-se na primeira condição; os adultos, em ambas; mas Jesus não estava nem em uma nem em outra” (Dr. W. Symington em “The Atonement” , 1854). Jesus nunca esteve sob o pacto Adâmico, e portanto o pecado do nosso primeiro pai nunca Lhe foi imposto. Ele foi sobrenaturalmente concebido de uma virgem, e portanto, o vírus do pecado nunca entrou em Suas veias.
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3. O MEDIADOR DEVIA SER SANTO
“Obrigação legal para com a maldição pode surgir de uma ou de ambas coisas: ou de ser nascido sob a maldição, o que é equivalente a dizer, o pecado original; ou de vir a estar exposto à punição em conseqüência de uma quebra pessoal dos requerimentos e preceitos da lei, ou seja, por real transgressão. Infantes da raça humana encontram-se na primeira condição; os adultos, em ambas; mas Jesus não estava nem em uma nem em outra” (Dr. W. Symington em “The Atonement” , 1854). Jesus nunca esteve sob o pacto Adâmico, e portanto o pecado do nosso primeiro pai nunca Lhe foi imposto. Ele foi sobrenaturalmente concebido de uma virgem, e portanto, o vírus do pecado nunca entrou em Suas veias.
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3. O MEDIADOR DEVIA SER SANTO
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Mais do que uma natureza sem pecado era exigido pelo Redentor. Satã foi, originalmente, criado sem pecado; ainda assim ele caiu. Adão não tinha nenhuma impureza em sua natureza quando ele saiu das mãos do Seu Criador, todavia transgrediu. Mas Jesus Cristo não era meramente negativamente sem pecado, Ele era, em Sua própria humanidade, positivamente santo — “ por isso também o Santo, que de ti há de nascer” (Lucas 1:35), foram as palavras de Deus para a Sua mãe. É impressionante e abençoado notar que quando o Espírito Santo demonstra, do lado humano, as perfeições pessoais do nosso Sumo Sacerdote, Ele fala dELE primeiro como “santo”, o que refere-se à excelência intrínseca de Sua natureza; depois como “inocente”, o que remonta à Sua total liberdade do pecado com relação à sua conduta; “sem mácula”, que denota a pureza absoluta de Sua qualificação e administração oficiais (conforme Hebreus 7:26, “Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime do que os céus.”). A pureza intrínseca e não poluída do Mediador era necessária à aceitação das Suas funções.
Mais do que uma natureza sem pecado era exigido pelo Redentor. Satã foi, originalmente, criado sem pecado; ainda assim ele caiu. Adão não tinha nenhuma impureza em sua natureza quando ele saiu das mãos do Seu Criador, todavia transgrediu. Mas Jesus Cristo não era meramente negativamente sem pecado, Ele era, em Sua própria humanidade, positivamente santo — “ por isso também o Santo, que de ti há de nascer” (Lucas 1:35), foram as palavras de Deus para a Sua mãe. É impressionante e abençoado notar que quando o Espírito Santo demonstra, do lado humano, as perfeições pessoais do nosso Sumo Sacerdote, Ele fala dELE primeiro como “santo”, o que refere-se à excelência intrínseca de Sua natureza; depois como “inocente”, o que remonta à Sua total liberdade do pecado com relação à sua conduta; “sem mácula”, que denota a pureza absoluta de Sua qualificação e administração oficiais (conforme Hebreus 7:26, “Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime do que os céus.”). A pureza intrínseca e não poluída do Mediador era necessária à aceitação das Suas funções.
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O Dr. Dick com muita beleza, chamou a atenção para, “Ele manteve esta pureza primitiva durante o curso de Sua vida, conversando e se associando familiarmente com pecadores, mas não aprendendo os seus modos. Ele morreu, de fato, como um criminoso, mas Ele morreu por pecados que não os Seus próprios: Ele sofreu, ‘ o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus” (I Pedro 3:18). Não, Ele não estava somente livre de transgressão real, Ele era incapaz de pecar; tão fortificado contra tentação, que Ele não poderia ser seduzido... Ele permaneceu firme durante a mais dura prova. Nenhum argumento, conquanto astuto, poderia confundir o Seu raciocínio; nenhum aliciamento, conquanto poderoso, poderia seduzir as Suas afeições. Satã esgotou suas artimanhas contra Ele, em vão.” A o que podemos acrescentar: Ele tocou o leproso, mas permaneceu incontaminado. Ele veio a ter contato com a morte, mas permaneceu imaculado. Ele carregou nossos pecados em Seu próprio corpo, no madeiro, todavia foi o “Santo”, sem mancha, que foi deitado na tumba (conforme Salmo 16:10).
O Dr. Dick com muita beleza, chamou a atenção para, “Ele manteve esta pureza primitiva durante o curso de Sua vida, conversando e se associando familiarmente com pecadores, mas não aprendendo os seus modos. Ele morreu, de fato, como um criminoso, mas Ele morreu por pecados que não os Seus próprios: Ele sofreu, ‘ o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus” (I Pedro 3:18). Não, Ele não estava somente livre de transgressão real, Ele era incapaz de pecar; tão fortificado contra tentação, que Ele não poderia ser seduzido... Ele permaneceu firme durante a mais dura prova. Nenhum argumento, conquanto astuto, poderia confundir o Seu raciocínio; nenhum aliciamento, conquanto poderoso, poderia seduzir as Suas afeições. Satã esgotou suas artimanhas contra Ele, em vão.” A o que podemos acrescentar: Ele tocou o leproso, mas permaneceu incontaminado. Ele veio a ter contato com a morte, mas permaneceu imaculado. Ele carregou nossos pecados em Seu próprio corpo, no madeiro, todavia foi o “Santo”, sem mancha, que foi deitado na tumba (conforme Salmo 16:10).
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4. O MEDIADOR DEVIA SER MESTRE DE SI MESMO
4. O MEDIADOR DEVIA SER MESTRE DE SI MESMO
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Aquele cuja obra é reconciliar duas partes em litígio, não deve estar sob nenhuma obrigação pessoal para com nenhuma delas. Ninguém poderia oferecer uma satisfação à lei se ele próprio estivesse em débito para com ela. Um mediador deve ser independente, tendo completo poder sobre si mesmo, possuindo completo direito de agir representando a outros. Aqueles que estão sujeitos à autoridade de outrem não podem dispor de si mesmos e de suas funções sem o seu consentimento. Agora, anjos e homens são a absoluta propriedade de seu Criador, e devem aguardar pelo Seu comando antes que possam arriscar ocupar-se com qualquer iniciativa não compreendida na lei original da sua natureza. A vida do homem é dom de Deus, e não deve ser jogada fora nem capitulada, não importa que bem possa ser apreendido do sacrifício, sem a direta permissão dAquele que a deu. Numa palavra, um Mediador entre Deus e os homens devia ter todo o poder sobre a Sua própria vida, para dá-La e tomá-La novamente.
Aquele cuja obra é reconciliar duas partes em litígio, não deve estar sob nenhuma obrigação pessoal para com nenhuma delas. Ninguém poderia oferecer uma satisfação à lei se ele próprio estivesse em débito para com ela. Um mediador deve ser independente, tendo completo poder sobre si mesmo, possuindo completo direito de agir representando a outros. Aqueles que estão sujeitos à autoridade de outrem não podem dispor de si mesmos e de suas funções sem o seu consentimento. Agora, anjos e homens são a absoluta propriedade de seu Criador, e devem aguardar pelo Seu comando antes que possam arriscar ocupar-se com qualquer iniciativa não compreendida na lei original da sua natureza. A vida do homem é dom de Deus, e não deve ser jogada fora nem capitulada, não importa que bem possa ser apreendido do sacrifício, sem a direta permissão dAquele que a deu. Numa palavra, um Mediador entre Deus e os homens devia ter todo o poder sobre a Sua própria vida, para dá-La e tomá-La novamente.
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“Não é o bastante que o substituto seja inocente, seja livre das demandas da lei à qual ele dá satisfação por outros. Ele pode estar sob obrigações para com outra lei, a satisfação de quais demandas pode impossibilitar a ocupação do lugar de garantia, de ‘afiançador'. Todo o seu tempo e energia podem estar assim, como se de fato o estivessem, previamente engajados, de forma a exaurir todo o poder para fazer um a transferência mínima que seja, daqueles, em benefício de outros. Isto é, de fato, o caso de todas as criaturas. Quaisquer funções que elas sejam capazes de performar, elas devem originalmente e necessariamente a Deus. Elas são, de acordo com a sua própria natureza, incapazes de qualquer mérito por si mesmas , muito menos por outros . O direito da auto-doação não pertence a criaturas. Elas mesmas e tudo quanto se refere a elas, são de propriedade DELE, quem as fez e as preserva. Elas encontram-se sob a lei para com Deus. Elas não estão sob a aliança que Deus fez com o homem, certamente; mas a lei sob a qual elas existem demanda todas as suas energias, tal lei tem uma demanda para com elas referente à totalidade das funções as quais elas são capazes de executar, e assim nega-lhes por completo o direito de propiciar satisfação a uma outra lei, no lugar de uma ordem diferente de criaturas.” (Dr. W. Wymington).
“Não é o bastante que o substituto seja inocente, seja livre das demandas da lei à qual ele dá satisfação por outros. Ele pode estar sob obrigações para com outra lei, a satisfação de quais demandas pode impossibilitar a ocupação do lugar de garantia, de ‘afiançador'. Todo o seu tempo e energia podem estar assim, como se de fato o estivessem, previamente engajados, de forma a exaurir todo o poder para fazer um a transferência mínima que seja, daqueles, em benefício de outros. Isto é, de fato, o caso de todas as criaturas. Quaisquer funções que elas sejam capazes de performar, elas devem originalmente e necessariamente a Deus. Elas são, de acordo com a sua própria natureza, incapazes de qualquer mérito por si mesmas , muito menos por outros . O direito da auto-doação não pertence a criaturas. Elas mesmas e tudo quanto se refere a elas, são de propriedade DELE, quem as fez e as preserva. Elas encontram-se sob a lei para com Deus. Elas não estão sob a aliança que Deus fez com o homem, certamente; mas a lei sob a qual elas existem demanda todas as suas energias, tal lei tem uma demanda para com elas referente à totalidade das funções as quais elas são capazes de executar, e assim nega-lhes por completo o direito de propiciar satisfação a uma outra lei, no lugar de uma ordem diferente de criaturas.” (Dr. W. Wymington).
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5. O MEDIADOR DEVIA AGIR VOLUNTARIAMENTE
5. O MEDIADOR DEVIA AGIR VOLUNTARIAMENTE
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Isso é tão evidente que deveria não precisar ser discutido. Sem esta qualificação, todas as demais seriam inúteis. Que um mediador indicado seja tão dignificado em sua pessoa, que ele seja o mais intimamente relacionado com o homem, que ele seja inteira e completamente livre de toda contaminação moral, que ele seja e esteja completamente à sua própria disposição; ainda assim é manifesto que, a menos que ele assim escolha na realidade dispor de si mesmo pelo bem de outros, nenhuma validade poderia ser ligada a o que ele fizesse. Satisfação vicária nunca pode ser compulsória: a voluntariedade entra na sua própria essência. C ompelir alguém a sofrer por outro seria o cúmulo da injustiça. Ademais, Deus não aceitará nenhum sacrifício que seja relutantemente Lhe ofertado: o coração deve estar nisso: “ Dá-me, filho meu, o teu coração” (Provérbios 23.26), que é o Seu primeiro pedido aos Seus filhos, pois quando Ele tem o coração , Ele tem tudo.
Isso é tão evidente que deveria não precisar ser discutido. Sem esta qualificação, todas as demais seriam inúteis. Que um mediador indicado seja tão dignificado em sua pessoa, que ele seja o mais intimamente relacionado com o homem, que ele seja inteira e completamente livre de toda contaminação moral, que ele seja e esteja completamente à sua própria disposição; ainda assim é manifesto que, a menos que ele assim escolha na realidade dispor de si mesmo pelo bem de outros, nenhuma validade poderia ser ligada a o que ele fizesse. Satisfação vicária nunca pode ser compulsória: a voluntariedade entra na sua própria essência. C ompelir alguém a sofrer por outro seria o cúmulo da injustiça. Ademais, Deus não aceitará nenhum sacrifício que seja relutantemente Lhe ofertado: o coração deve estar nisso: “ Dá-me, filho meu, o teu coração” (Provérbios 23.26), que é o Seu primeiro pedido aos Seus filhos, pois quando Ele tem o coração , Ele tem tudo.
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De forma inexpressivelmente abençoada é observar o quão cabalmente e o qual frequentemente esse mesmo elemento é visto no grande Mediador. À proposta na aliança eterna Ele assentiu alegremente: “ Então disse: Eis aqui venho; no rolo do livro de mim está escrito, Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu” (Salmo 40:7,8). Em tudo o que Ele fez para completar a expiação pelo pecado, o Senhor Jesus manifestou nenhum grau de relutância qualquer que fosse. Seu alimento era a vontade do Pai (“A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra”, João 4:34). Ele “Foi levado [não “guiado”] como a ovelha para o matadouro” (Atos 8:32); Ele “As minhas costas ofereci aos que me feriam, e a minha face aos que me arrancavam os cabelos; não escondi a minha face dos que me afrontavam e me cuspiam” (Isaías 50:6). Ele “derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores” (Isaías 53:12); Ele “entregou o espírito” (João 19:30). Que o leitor interessado abra sua Bíblia no livro de Cantares de Salomão e observe com atenção o quão abençoadamente Ele está ali representado como “pulando” e “saltando” sobre os montes de separação à medida em que Ele apressa-Se por Seu povo!
De forma inexpressivelmente abençoada é observar o quão cabalmente e o qual frequentemente esse mesmo elemento é visto no grande Mediador. À proposta na aliança eterna Ele assentiu alegremente: “ Então disse: Eis aqui venho; no rolo do livro de mim está escrito, Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu” (Salmo 40:7,8). Em tudo o que Ele fez para completar a expiação pelo pecado, o Senhor Jesus manifestou nenhum grau de relutância qualquer que fosse. Seu alimento era a vontade do Pai (“A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra”, João 4:34). Ele “Foi levado [não “guiado”] como a ovelha para o matadouro” (Atos 8:32); Ele “As minhas costas ofereci aos que me feriam, e a minha face aos que me arrancavam os cabelos; não escondi a minha face dos que me afrontavam e me cuspiam” (Isaías 50:6). Ele “derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores” (Isaías 53:12); Ele “entregou o espírito” (João 19:30). Que o leitor interessado abra sua Bíblia no livro de Cantares de Salomão e observe com atenção o quão abençoadamente Ele está ali representado como “pulando” e “saltando” sobre os montes de separação à medida em que Ele apressa-Se por Seu povo!
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6. O MEDIADOR DEVIA ESTAR FEDERALMENTE UNIDO AO SEU POVO
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Em sua defesa da Satisfação de Cristo, Turretin indicou como existem três tipos de união que nos são conhecidas nas relações humanas, as quais justificam a imputação do pecado uma a outra; natural, como entre um pai e seu filho; moral e política, como ente um soberano e seus vassalos; voluntária, como entre amigos, ou entre um criminoso denunciado e seu responsável. Mas a união de Cristo com o Seu povo apóia-se num patamar muito mais forte do que qualquer um desses já considerados. Foi voluntária de Sua parte, pois Ele espontaneamente assumiu todas as obrigações as quais sofreu. Mas também foi uma ordenação pactual , decretada pelas três Pessoas Divinas em conselho, das quais os comandos são a única fundação de toda a lei, todos os direitos, e para todas as obrigações. “As Escrituras Sagradas ensinam plenamente que Deus estabeleceu entre Cristo e Seu povo uma união sui-generis , transcendendo a todas analogias terrenas em sua intimidade de irmandade e de co-associação recíproca, ambas, vital e federal.” (Dr. C. Hodge).
Em sua defesa da Satisfação de Cristo, Turretin indicou como existem três tipos de união que nos são conhecidas nas relações humanas, as quais justificam a imputação do pecado uma a outra; natural, como entre um pai e seu filho; moral e política, como ente um soberano e seus vassalos; voluntária, como entre amigos, ou entre um criminoso denunciado e seu responsável. Mas a união de Cristo com o Seu povo apóia-se num patamar muito mais forte do que qualquer um desses já considerados. Foi voluntária de Sua parte, pois Ele espontaneamente assumiu todas as obrigações as quais sofreu. Mas também foi uma ordenação pactual , decretada pelas três Pessoas Divinas em conselho, das quais os comandos são a única fundação de toda a lei, todos os direitos, e para todas as obrigações. “As Escrituras Sagradas ensinam plenamente que Deus estabeleceu entre Cristo e Seu povo uma união sui-generis , transcendendo a todas analogias terrenas em sua intimidade de irmandade e de co-associação recíproca, ambas, vital e federal.” (Dr. C. Hodge).
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A posição intermediadora assumida por Cristo e a obra redentora a qual Ele concretizou não podem ser corretamente compreendidas até que sejam vistas em conexão com a Aliança Eterna. Não é difícil ver que a morte na Cruz somente foi tornada possível para o Filho de Deus através do Seu tornar-Se homem. Mas nós precisamos voltar mais atrás e perguntar, Qual foi a relação entre Cristo e o Seu povo que fez com que Ele Se encarnasse e morresse por eles? Não é suficiente dizer que Ele foi a sua Fiança para com o Legislador e Juiz ofendido. Mas o que tornou apropriado que Ele devesse ocupar tal lugar? Nenhuma resposta satisfatória pode ser dada, até que voltemos diretamente até os conselhos de Deus. A Unidade pactual dá conta de tudo, justifica tudo, explica tudo.
A posição intermediadora assumida por Cristo e a obra redentora a qual Ele concretizou não podem ser corretamente compreendidas até que sejam vistas em conexão com a Aliança Eterna. Não é difícil ver que a morte na Cruz somente foi tornada possível para o Filho de Deus através do Seu tornar-Se homem. Mas nós precisamos voltar mais atrás e perguntar, Qual foi a relação entre Cristo e o Seu povo que fez com que Ele Se encarnasse e morresse por eles? Não é suficiente dizer que Ele foi a sua Fiança para com o Legislador e Juiz ofendido. Mas o que tornou apropriado que Ele devesse ocupar tal lugar? Nenhuma resposta satisfatória pode ser dada, até que voltemos diretamente até os conselhos de Deus. A Unidade pactual dá conta de tudo, justifica tudo, explica tudo.
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Cristo foi substituto por Seu povo porque ele era e é um com eles — identificado conosco e nós com Ele; não simplesmente como decretado pela soberana autoridade de Deus, mas como pactuado entre o Pai eterno e o eterno Filho. Cristo “suportou os pecados de muitos” porque em Sua identificação pactual com eles, os pecados deles tornaram-se, não meritoriamente mas verdadeiramente Seus; e para com os filhos e filhas do pacto, o Pai acusa a justiça de Seu Filho, porque, em sua unidade pactual com Ele, a Sua justiça é imerecida mas verdadeiramente a própria justiça deles. Isto por si só explica toda a história de Cristo como o Filho encarnado de Deus; toda a Sua interposição como o Salvador de Seu povo; e estabelece a carreira de Cristo na terra em sua verdadeira relação para com o propósito eterno de Deus. Em sua plenitude, como sustentado nos clientes do pacto tanto quanto na Cabeça do pacto, é o instrumento formal através do qual a fé vem em posse certa do Próprio Cristo, e das benesses da redenção.
Cristo foi substituto por Seu povo porque ele era e é um com eles — identificado conosco e nós com Ele; não simplesmente como decretado pela soberana autoridade de Deus, mas como pactuado entre o Pai eterno e o eterno Filho. Cristo “suportou os pecados de muitos” porque em Sua identificação pactual com eles, os pecados deles tornaram-se, não meritoriamente mas verdadeiramente Seus; e para com os filhos e filhas do pacto, o Pai acusa a justiça de Seu Filho, porque, em sua unidade pactual com Ele, a Sua justiça é imerecida mas verdadeiramente a própria justiça deles. Isto por si só explica toda a história de Cristo como o Filho encarnado de Deus; toda a Sua interposição como o Salvador de Seu povo; e estabelece a carreira de Cristo na terra em sua verdadeira relação para com o propósito eterno de Deus. Em sua plenitude, como sustentado nos clientes do pacto tanto quanto na Cabeça do pacto, é o instrumento formal através do qual a fé vem em posse certa do Próprio Cristo, e das benesses da redenção.
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Cristo é expressamente denominado de “o último Adão” (veja em I Coríntios 15:45, “ Assim está também escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente; o último Adão em espírito vivificante.”), e portando nos é dito que o primeiro Adão era “a figura daquele que havia de vir.” (conforme Romanos 5:14). Adão era uma “figura” de Cristo em um bom número de formas, mas supremamente nesta, que ele colocou-se como o cabeça federal de uma raça. Deus firmou um pacto com ele (Oséias 6:7, “Mas eles transgrediram a aliança, como Adão; eles se portaram aleivosamente contra mim.”), e portanto ele permaneceu e caiu como o representante legal de toda sua família: quando ele pecou, eles pecaram. Quando ele morreu, eles morreram (veja em Romanos 5:12-19). Assim também foi com o “último Adão”: Ele permaneceu como o Cabeça pactual e Representante federal de todo o Seu povo, estando sendo legalmente um com eles, de modo que Ele assumiu e desvencilhou-os de todas as suas responsabilidades. O nascimento de Cristo foi o início da manifestação começada, da eterna união entre Ele e o Seu povo.
Cristo é expressamente denominado de “o último Adão” (veja em I Coríntios 15:45, “ Assim está também escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente; o último Adão em espírito vivificante.”), e portando nos é dito que o primeiro Adão era “a figura daquele que havia de vir.” (conforme Romanos 5:14). Adão era uma “figura” de Cristo em um bom número de formas, mas supremamente nesta, que ele colocou-se como o cabeça federal de uma raça. Deus firmou um pacto com ele (Oséias 6:7, “Mas eles transgrediram a aliança, como Adão; eles se portaram aleivosamente contra mim.”), e portanto ele permaneceu e caiu como o representante legal de toda sua família: quando ele pecou, eles pecaram. Quando ele morreu, eles morreram (veja em Romanos 5:12-19). Assim também foi com o “último Adão”: Ele permaneceu como o Cabeça pactual e Representante federal de todo o Seu povo, estando sendo legalmente um com eles, de modo que Ele assumiu e desvencilhou-os de todas as suas responsabilidades. O nascimento de Cristo foi o início da manifestação começada, da eterna união entre Ele e o Seu povo.
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Na Aliança, Cristo disse ao Pai, “ Anunciarei o teu nome a meus irmãos,Cantar-te-ei louvores no meio da congregação. E outra vez: Porei nele a minha confiança. E outra vez: Eis-me aqui a mim, e aos filhos que Deus me deu.” (Hebreus 2:12,13). De maneira muitíssimo abençoada esta verdade é explicada no que imediatamente se segue: “E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas,” e portanto, “não se envergonha de lhes chamar irmãos” (Hebreus 2:11). Federação é a raiz desta aliança, maravilhosa graça — identificação é a chave que a explica. Cristo veio não para estranhos, mas para “irmãos”; Ele aqui veio não à procura de pessoas para Si, mas para afiançar um povo já Seu (veja em Efésios 1:4, “Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo” ; Mateus 1:21, “E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.”).
Na Aliança, Cristo disse ao Pai, “ Anunciarei o teu nome a meus irmãos,Cantar-te-ei louvores no meio da congregação. E outra vez: Porei nele a minha confiança. E outra vez: Eis-me aqui a mim, e aos filhos que Deus me deu.” (Hebreus 2:12,13). De maneira muitíssimo abençoada esta verdade é explicada no que imediatamente se segue: “E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas,” e portanto, “não se envergonha de lhes chamar irmãos” (Hebreus 2:11). Federação é a raiz desta aliança, maravilhosa graça — identificação é a chave que a explica. Cristo veio não para estranhos, mas para “irmãos”; Ele aqui veio não à procura de pessoas para Si, mas para afiançar um povo já Seu (veja em Efésios 1:4, “Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo” ; Mateus 1:21, “E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.”).
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Uma vez que união tal existiu entre Cristo e Seu povo desde toda a eternidade, seguiu-se inevitavelmente que, quando Ele veio à terra, Ele devia suportar os seus pecados, e agora que Ele subiu ao céu, eles devem vestir-se (veja em Isaías 61:10) com toda a recompensa de Sua perfeita obediência. Este é entre tudo o esteio mais forte nos muros da Verdade, ainda assim aquele que mais frequentemente assaltado pelos inimigos. Homens têm argumentado que a punição do Inocente como se Ele fosse culpado foi um ultraje à justiça. Na esfera humana, castigar um homem por algo que ele não é responsável nem culpado, é, além de qualquer questionamento, injusto. Mas este princípio não se aplicou a Cristo, pois Ele identificou-SE voluntariamente com Seu povo de modo tão íntimo que poderia ser dito, “ Porque, assim O que santifica, como os que são santificados, são todos de um ” (Hebreus 2:11).
Uma vez que união tal existiu entre Cristo e Seu povo desde toda a eternidade, seguiu-se inevitavelmente que, quando Ele veio à terra, Ele devia suportar os seus pecados, e agora que Ele subiu ao céu, eles devem vestir-se (veja em Isaías 61:10) com toda a recompensa de Sua perfeita obediência. Este é entre tudo o esteio mais forte nos muros da Verdade, ainda assim aquele que mais frequentemente assaltado pelos inimigos. Homens têm argumentado que a punição do Inocente como se Ele fosse culpado foi um ultraje à justiça. Na esfera humana, castigar um homem por algo que ele não é responsável nem culpado, é, além de qualquer questionamento, injusto. Mas este princípio não se aplicou a Cristo, pois Ele identificou-SE voluntariamente com Seu povo de modo tão íntimo que poderia ser dito, “ Porque, assim O que santifica, como os que são santificados, são todos de um ” (Hebreus 2:11).
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Quando dizemos que a união entre Cristo e Seu povo é uma união federal , queremos dizer que é de natureza tal que envolve uma identificação de relações legais e de obrigações e direitos recíprocos: “ ... pela obediência de um muitos serão feitos justos.” {Romanos 5:19}. Os eleitos de Deus foram “escolhidos em Cristo” (Efésios 1:4). Foram “criados em Cristo Jesus ” (Efésios 2:10). Foram circuncidados nELE (Colossenses 2:11). São “feitos a justiça de Deus nELE ” (II Coríntios 5:21). À vista desta união inefável, a Bíblia não hesita em dizer que, “somos membros do seu corpo , da sua carne, e dos seus ossos. (Efésios 5:30).
Quando dizemos que a união entre Cristo e Seu povo é uma união federal , queremos dizer que é de natureza tal que envolve uma identificação de relações legais e de obrigações e direitos recíprocos: “ ... pela obediência de um muitos serão feitos justos.” {Romanos 5:19}. Os eleitos de Deus foram “escolhidos em Cristo” (Efésios 1:4). Foram “criados em Cristo Jesus ” (Efésios 2:10). Foram circuncidados nELE (Colossenses 2:11). São “feitos a justiça de Deus nELE ” (II Coríntios 5:21). À vista desta união inefável, a Bíblia não hesita em dizer que, “somos membros do seu corpo , da sua carne, e dos seus ossos. (Efésios 5:30).
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7. O MEDIADOR DEVIA SER DIVINO
7. O MEDIADOR DEVIA SER DIVINO
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Pense na obra que o Mediador teve de executar. Ele tinha de restaurar ao favor Divino aqueles que estavam sob a maldição. Ele tinha de render à lei uma obediência que aquele criado sem pecado (Adão) havia falhado em executar. DELE foi exigido apresentar a Deus uma satisfação que tivesse méritos infinitos , que proporcionasse infinitas bênçãos para Seu povo. Isto, uma criatura finita não poderia fazê-lo. Ele devia suportar todo o peso da ira de Deus derramada sobre todos os pecados de Seu povo, pecados que estavam se concentravam na Fiança. Ele tinha de vencer o Diabo, de modo a resgatar seus cativos. Ele devia submeter o pecado, de modo que seu aguilhão fosse destruído. Ele devia engolir a morte e conceder vida eterna a todos aqueles que o Pai Lhe havia dado. Finalmente, Ele devia dar o Espírito Santo ao Seu povo, que lhes executaria a redenção comprada. Quem, exceto uma pessoa Divina era competente para tamanha tarefa?
Pense na obra que o Mediador teve de executar. Ele tinha de restaurar ao favor Divino aqueles que estavam sob a maldição. Ele tinha de render à lei uma obediência que aquele criado sem pecado (Adão) havia falhado em executar. DELE foi exigido apresentar a Deus uma satisfação que tivesse méritos infinitos , que proporcionasse infinitas bênçãos para Seu povo. Isto, uma criatura finita não poderia fazê-lo. Ele devia suportar todo o peso da ira de Deus derramada sobre todos os pecados de Seu povo, pecados que estavam se concentravam na Fiança. Ele tinha de vencer o Diabo, de modo a resgatar seus cativos. Ele devia submeter o pecado, de modo que seu aguilhão fosse destruído. Ele devia engolir a morte e conceder vida eterna a todos aqueles que o Pai Lhe havia dado. Finalmente, Ele devia dar o Espírito Santo ao Seu povo, que lhes executaria a redenção comprada. Quem, exceto uma pessoa Divina era competente para tamanha tarefa?
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Novamente; pense no que foi efetuado pela obra do Mediador. Ela restaurou ao povo de Deus a verdadeira liberdade (Gálatas 5:1). Agora, como corretamente indicado por Witsius, se qualquer mera criatura , conquanto exaltada, nos tivesse redimido, nós nos teríamos tornado propriedade pessoal daquela criatura, pois aquele que nos liberta nos compra para sua possessão (I Coríntios 6:19,20). Mas é uma contradição manifesta, ser libertado e ser livre, e todavia ao mesmo tempo ainda ser propriedade de qualquer criatura, pois a verdadeira liberdade consiste em única sujeição. Assim, o nosso Senhor diz que, “ Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” (João 8:36). E novamente; para os redimidos se gloriarem em quem quer que seja como seu Salvador, dizer a Ele, “Tu és nosso Senhor”, render-lhe respeito adorador, é honra à qual nenhuma mera criatura poderia o menor direito que fosse. Assim, o Mediador devia ser uma pessoa Divina.
Novamente; pense no que foi efetuado pela obra do Mediador. Ela restaurou ao povo de Deus a verdadeira liberdade (Gálatas 5:1). Agora, como corretamente indicado por Witsius, se qualquer mera criatura , conquanto exaltada, nos tivesse redimido, nós nos teríamos tornado propriedade pessoal daquela criatura, pois aquele que nos liberta nos compra para sua possessão (I Coríntios 6:19,20). Mas é uma contradição manifesta, ser libertado e ser livre, e todavia ao mesmo tempo ainda ser propriedade de qualquer criatura, pois a verdadeira liberdade consiste em única sujeição. Assim, o nosso Senhor diz que, “ Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” (João 8:36). E novamente; para os redimidos se gloriarem em quem quer que seja como seu Salvador, dizer a Ele, “Tu és nosso Senhor”, render-lhe respeito adorador, é honra à qual nenhuma mera criatura poderia o menor direito que fosse. Assim, o Mediador devia ser uma pessoa Divina.
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“ Porque é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire os pecados.” (Hebreus 10:4). Por que? Em primeiro lugar, aqueles sacrifícios típicos não poderiam, na sua própria natureza, magnificar os preceitos da lei: eles eram totalmente incapazes de render aquela perfeita obediência que era exigida. Nem, em segundo lugar, poderiam eles suportar por completo a penalidade da lei. “Nem todo o Líbano basta para o fogo, nem os seus animais bastam para holocaustos.” (Isaías 40:16). As chamas da ira de Deus aniquilariam completamente o gado por sobre mil outeiros, e ainda esperariam por algo mais o que consumir. Portanto, Deus pôs “o socorro sobre um que é poderoso ” (Salmo 89:19). Cristo era capaz não somente de cumprir perfeitamente a lei, mas de sofrer a plena extensão de seu curso completo.
“ Porque é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire os pecados.” (Hebreus 10:4). Por que? Em primeiro lugar, aqueles sacrifícios típicos não poderiam, na sua própria natureza, magnificar os preceitos da lei: eles eram totalmente incapazes de render aquela perfeita obediência que era exigida. Nem, em segundo lugar, poderiam eles suportar por completo a penalidade da lei. “Nem todo o Líbano basta para o fogo, nem os seus animais bastam para holocaustos.” (Isaías 40:16). As chamas da ira de Deus aniquilariam completamente o gado por sobre mil outeiros, e ainda esperariam por algo mais o que consumir. Portanto, Deus pôs “o socorro sobre um que é poderoso ” (Salmo 89:19). Cristo era capaz não somente de cumprir perfeitamente a lei, mas de sofrer a plena extensão de seu curso completo.
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É “o altar que santifica a oferta” (Mt. 23:19), a referência aqui sendo feita ao tipo enunciado em Ex. 29:37: “ e o altar será santíssimo; tudo o que tocar o altar será santo.” Sobre isso, bem disse o Dr. T. Ridgley (1815), “De onde se conclui, que o altar era mais santo que a oferta colocada sobre ele, e isso significa, que o altar no qual Cristo foi oferecido, acrescentou uma excelência ao Seu sacrifício. Agora não se poderia dizer que nada mais o fizesse, a não ser a Sua natureza divina estando pessoalmente unida à Sua humanidade, o que a tornou infinitamente valiosa.” Por esta razão, o propiciatório não foi feito de madeira, mas de “ouro puro” (Ex. 25:17, “Também farás um propiciatório de ouro puro; o seu comprimento será de dois côvados e meio, e a sua largura de um côvado e meio.”).
É “o altar que santifica a oferta” (Mt. 23:19), a referência aqui sendo feita ao tipo enunciado em Ex. 29:37: “ e o altar será santíssimo; tudo o que tocar o altar será santo.” Sobre isso, bem disse o Dr. T. Ridgley (1815), “De onde se conclui, que o altar era mais santo que a oferta colocada sobre ele, e isso significa, que o altar no qual Cristo foi oferecido, acrescentou uma excelência ao Seu sacrifício. Agora não se poderia dizer que nada mais o fizesse, a não ser a Sua natureza divina estando pessoalmente unida à Sua humanidade, o que a tornou infinitamente valiosa.” Por esta razão, o propiciatório não foi feito de madeira, mas de “ouro puro” (Ex. 25:17, “Também farás um propiciatório de ouro puro; o seu comprimento será de dois côvados e meio, e a sua largura de um côvado e meio.”).
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Quão frequentemente o Espírito Santo dá ênfase suprema a este fato. Antes Ele nos diz em Hebreus 1 que Cristo, “ havendo ele mesmo feito a purificação dos pecados”, Ele primeiro apresenta este Sofredor vicário como o “Filho” de Deus, o “Herdeiro de todas as coisas”, o “resplendor da glória de Deus”, sim, a “expressa imagem do Seu Ser”! Também no capítulo 2 da Epístola aos Filipenses, Aquele “que humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte” nos é primeiramente apresentado como Aquele que subsistiu “em forma de Deus”, e que “não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar”. Também, novamente, no primeiro capítulo da carta aos Colossenses, Ele é descrito como o Criador de todas as coisas (v. 16), onde lemos também acerca da paz que Ele fez pelo sangue da Sua Cruz (v. 20). E isso é porque Cristo era Aquele que deu um valor infinito a o que fez.
Quão frequentemente o Espírito Santo dá ênfase suprema a este fato. Antes Ele nos diz em Hebreus 1 que Cristo, “ havendo ele mesmo feito a purificação dos pecados”, Ele primeiro apresenta este Sofredor vicário como o “Filho” de Deus, o “Herdeiro de todas as coisas”, o “resplendor da glória de Deus”, sim, a “expressa imagem do Seu Ser”! Também no capítulo 2 da Epístola aos Filipenses, Aquele “que humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte” nos é primeiramente apresentado como Aquele que subsistiu “em forma de Deus”, e que “não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar”. Também, novamente, no primeiro capítulo da carta aos Colossenses, Ele é descrito como o Criador de todas as coisas (v. 16), onde lemos também acerca da paz que Ele fez pelo sangue da Sua Cruz (v. 20). E isso é porque Cristo era Aquele que deu um valor infinito a o que fez.
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Fechamos esse capítulo um tanto longo, com as palavras conclusivas do Dr. Symington neste assunto cativante: “Da perfeição de Sua expiação, que surge das circunstâncias especificadas como acima, isto procede, que Ele intercede por nós dentro do véu do santuário superior, que Ele dispensa com mão generosa os dons da Sua aquisição e faz com que sejam divididos os despojos de um grande saque. E perdão e paz, redenção e santidade, glória e gozo eternos estejam, entre os ricos frutos da conquista real e triunfal que Ele alcançou, quando por intermédio da Sua infinitamente meritória morte, Ele derrotou principados e potestades, e deles fez espetáculo aberto. Com a mais completa confiança, então, que possa o necessitado pecador, golpeado com o mais profundo senso de consciente indignidade, depender desta toda suficiente expiação para a sua salvação.”
Fechamos esse capítulo um tanto longo, com as palavras conclusivas do Dr. Symington neste assunto cativante: “Da perfeição de Sua expiação, que surge das circunstâncias especificadas como acima, isto procede, que Ele intercede por nós dentro do véu do santuário superior, que Ele dispensa com mão generosa os dons da Sua aquisição e faz com que sejam divididos os despojos de um grande saque. E perdão e paz, redenção e santidade, glória e gozo eternos estejam, entre os ricos frutos da conquista real e triunfal que Ele alcançou, quando por intermédio da Sua infinitamente meritória morte, Ele derrotou principados e potestades, e deles fez espetáculo aberto. Com a mais completa confiança, então, que possa o necessitado pecador, golpeado com o mais profundo senso de consciente indignidade, depender desta toda suficiente expiação para a sua salvação.”
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A. W. P
Tradução - Eli Daniel da Silva
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